quarta-feira, 22 de setembro de 2010

29ª Bienal de São Paulo
















APRESENTAÇÃO







A importância da Bienal de São Paulo para o Brasil


A Bienal de São Paulo, cuja 29ª edição ocorre de 25 de setembro a 12 de dezembro deste ano, cumpre um papel central no desenvolvimento da arte brasileira. Seu impacto, porém, transcende em muito o plano estritamente cultural. Atuando como instrumento de educação e inserção social, e servindo de alavanca para estimular a produção e o consumo de bens culturais, a Bienal é um importante catalisador da economia criativa e símbolo da modernidade não só de nossa cidade, mas do Brasil.
Criada em 1951, a Bienal de São Paulo, inspirada na Bienal de Veneza, foi a segunda megaexposição de arte contemporânea do mundo, a primeira do Hemisfério Sul. Atuando como elo entre o Brasil e o cenário internacional, a Bienal vem cumprindo, desde então, o papel de promover o intercâmbio cultural, estimular o circuito artístico local e divulgar a arte brasileira e o Brasil no exterior. O balanço de seus quase sessenta anos de atuação é amplamente positivo. Por aqui passaram, e continuam a passar, os principais artistas internacionais desde o pós-guerra.
A qualidade e a abrangência de nossa produção artística cresceram enormemente, e muitos de nossos artistas ganharam projeção internacional. Nossa Bienal conquistou prestígio além das fronteiras nacionais e é acompanhada com forte interesse pela comunidade artística ao redor do mundo. Em um país onde menos de 10% da população já visitou um museu alguma vez, a Bienal, com sua escala monumental privilegiada pelo pavilhão projetado por Oscar Niemeyer no coração do Parque do Ibirapuera, é um importante mecanismo de acesso à arte. A cada dois anos, centenas de milhares de visitantes travam contato com a produção artística contemporânea. Esse encontro, capaz de gerar sentimentos díspares que vão do absoluto prazer à completa indignação, invariavelmente leva os visitantes a refletir sobre a arte e seu papel na sociedade, expandindo seus horizontes.
Acreditando nesse poder da arte para educar, a Bienal de São Paulo tem uma atuação pioneira no campo educativo. Para esta edição, de 2010, foram celebradas parcerias com as Secretarias de Educação do Estado e do Munícipio de São Paulo, e de outras cidades vizinhas, e com inúmeras instituições privadas de ensino e ONGs para capacitar mais de 35 mil educadores, de forma que eles possam trabalhar o tema da Bienal em sala de aula e posteriormente levar seus alunos ao pavilhão. No total, esperam-se mais de 400 mil visitas guiadas, o que o torna um dos maiores e mais abrangentes programas educativos já realizados no campo das artes.
De difícil mensuração, o impacto econômico da Bienal é pouco discutido, mas não pode de modo algum ser subestimado. A produção artística é uma das atividades de maior valor agregado na economia. A obra de arte materializa o capital intelectual. Quanto maior valor adquirem as obras de arte de nossos artistas, maior a riqueza gerada para o país. E tal riqueza acaba sendo distribuída entre todos no mundo das artes – artistas, galerias, casas de leilão, instituições culturais, escolas etc. Além disso, o circuito das artes é um grande incentivo ao turismo.
Embora o eixo da Bienal seja dado pela arte, não se pode, portanto, deixar de considerar seu impacto no campo da educação, da cidadania e da economia. O apoio incisivo que a Bienal vem recebendo do Ministério da Cultura, assim como da Prefeitura de São Paulo, das empresas patrocinadoras e da sociedade civil, resulta justamente do entendimento desse impacto ampliado. Uma Bienal forte e representativa interessa a toda a sociedade, na medida em que permite que nossa cidade se posicione como um dos grandes polos mundiais de arte contemporânea, gerando riqueza, progresso e benefícios materiais e simbólicos para todos.











Heitor Martins

Presidente da Fundação Bienal de São Paulo







APRESENTAÇÕESCANAL 29 - AS FERRAMENTAS DE RELATO E DEBATE DO SITE DA 29ª BIENAL
     
​O projeto curatorial da 29ª Bienal de São Paulo tem em seu cerne deslocar a arte do âmbito exclusivo da contemplação e promover diálogos, interrogações e discussões sobre as relações entre arte e política, a um vasto público. O site da 29ª Bienal foi criado para ser um forte aparato de comunicação dos exercícios de sensações que a arte é capaz de promover.
“O site veiculará e espraiará por todo o Brasil, e pelo mundo, a potência de discursividade das obras apresentadas no Pavilhão da Bienal”, afirma Agnaldo Farias, curador-chefe da 29ª Bienal de São Paulo. Desta maneira, a arquitetura informacional do site foi desenvolvida para equacionar um espaço de mediação, encontro e troca, para documentar e registrar e ainda impulsionar debates, dividindo-se em links e sublinks relacionados.
O site integra também o projeto educativo da Bienal, sendo uma janela de interação com o público que talvez não possa visitar a exposição e como fonte de informações para o usuário que deseja rever ou ainda aprofundar-se sobre temas, obras e artistas, ou ainda informar-se sobre a programação de eventos da Bienal. Para isso, sua estrutura foi inteiramente definida priorizando as possibilidades de articulação de informações e de desdobramentos das experiências vividas no pavilhão durante a mostra.
Para exibir o contexto da mostra, o site apresenta como home o canal 29, organizado visual e conceitualmente como um mini-portal, com conteúdo dinâmico e atualizações diárias sobre os acontecimentos da exposição. O canal 29 conta com as seguintes seções: entrevista, perfil, pílula de informação, cotidiano, making of, e ainda, galerias de imagens e vídeos.
As seções do canal 29 exibem conteúdos e notícias relacionados ao cotidiano da exposição. Em um primeiro momento, as seções apresentarão notas sobre as visitas dos artistas, sobre os procedimentos curatoriais, sobre as estratégias de produção, entrevistas aos artistas participantes sobre os processos de criação das obras, as ações do Educativo, as formações de professores, educadores e monitores, as construções dos terreiros, com o intuito de inserir o usuário na complexidade da montagem do espaço expositivo da 29ª Bienal. “Nós queremos que o visitante saiba que a Bienal começa antes mesmo da exposição. Isso reforça o nosso desejo de aproximação com o público”, explica Moacir dos Anjos, curador-chefe da 29ª Bienal de São Paulo.
Após a abertura da exposição, o canal 29 segue suas atividades com relatos e textos críticos, acerca do dia a dia da Bienal. As seções trarão uma cobertura dos acontecimentos, dos eventos nos terreiros, da interação do público com as obras, das visitas guiadas. Também serão realizadas entrevistas, conversas, matérias, ensaios críticos e resenhas sobre os trabalhos apresentados e sobre os debates e performances que irão acontecer. “A participação é outra bandeira da 29ª Bienal de São Paulo. Não é possível falar de política e de arte, sem dialogar com o público. Estamos colocando, desta maneira, a arte no centro do processo de debate. E o site vai colaborar com este papel de imprescindibilidade da arte”, explica Farias. 




Fonte: http://www.29bienal.org.br/FBSP/pt/29Bienal/Paginas/default.aspx





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