sábado, 22 de agosto de 2009

Trava Línguas





Trava Línguas






Saiba o que são e conheça os mais populares trava línguas do folclore brasileiro



O que são
Podemos definir os trava línguas como frases folclóricas criadas pelo povo com objetivo lúdico (brincadeira).
Apresentam-se como um desafio de pronúncia, ou seja, uma pessoa passa uma frase díficil para um outro indíviduo falar.
Estas frases tornam-se difíceis, pois possuem muitas sílabas parecidas (exigem movimentos repetidos da língua) e devem ser faladas rapidamente.
Estes trava línguas já fazem parte do folclore brasileiro, porém estão presentes mais nas regiões do interior brasileiro.


Exemplos de Trava Línguas (devem ser falados rapidamente sem pausas)


Pedro tem o peito preto, O peito de Pedro é preto; Quem disser que o peito de Pedro é preto, Tem o peito mais preto que o peito de Pedro.

A vaca malhada foi molhada por outra vaca molhada e malhada.

Um ninho de mafagafos, com cinco mafagafinhos, quem desmafagafizar os mafagafos, bom desmafagafizador será.

Há quatro quadros três e três quadros quatro. Sendo que quatro destes quadros são quadrados, um dos quadros quatro e três dos quadros três.
Os três quadros que não são quadrados, são dois dos quadros quatro e um dos quadros três.

Chupa cana chupador de cana na cama chupa cana chuta cama cai no chão.

Pinga a pipa Dentro do prato Pia o pinto e mia o gato.
O rato roeu a roupa do rei de Roma.

Pinga a pia apara o prato, pia o pinto e mia o gato.
O princípio principal do príncipe principiava principalmente no princípio principesco da princesa.
Quico quer quaqui. Que quaqui que o Quico quer? O Quico quer qualquer quaqui.

Três pratos de trigo para três tigres tristes.

Luzia lustrava o lustre listrado, o lustre listrado luzia.
Sabendo o que sei e sabendo o que sabes e o que não sabes e o que não sabemos, ambos saberemos se somos sábios, sabidos ou simplesmente saberemos se somos sabedores.

Fala, arara loura. A arara loura falará.

Se o Arcebispo-Bispo de Constantinopla a quisesse desconstantinoplizar, não haveria desconstantinoplizador que a desconstantinopllizasse desconstantinoplizadoramente.

Atrás da pia tem um prato, um pinto e um gato. Pinga a pia, para o prato, pia o pinto e mia o gato.

A vida é uma sucessiva sucessão de sucessões que se sucedem sucessivamente, sem suceder o sucesso...
O Tempo perguntou pro tempo quanto tempo o tempo tem, o Tempo respondeu pro tempo que o tempo tem o tempo que o tempo tem.

Folclore Brasileiro

Folclore Brasileiro


Festas, comidas e lendas tradicionais do Brasil














O batizado de Macunaíma (detalhe), de Tarsila do Amaral, baseada em obra de Mário de Andrade



O folclore é o conjunto das criações de uma comunidade cultural, baseadas nas tradições de um grupo ou de indivíduos, que expressam sua identidade cultural e social, além dos costumes e valores que se transmitem oralmente, passando de geração em geração. A palavra folclore foi utilizada pela primeira vez num artigo do arqueólogo William John Thoms, publicado no jornal londrino "O Ateneu", em 22 de agosto de 1846 (por isso 22 de agosto é o dia do folclore). Ela é formada pelos termos de origem saxônica: "folk" que significa "povo" e "lore" que significa "saber". Portanto o "folklore" é o saber do povo ou a sabedoria popular. No Brasil, a palavra adaptada tornou-se "folclore".Em todas as partes do mundo, cada povo tem seu folclore, sua forma de manifestar suas crenças e costumes. O folclore se manifesta na arte, no artesanato, na literatura popular, nas danças regionais, no teatro, na música, na comida, nas festas populares como o carnaval, nos brinquedos e brincadeiras, nos provérbios, na medicina popular, nas crendices e superstições, mitos e lendas.



Mitos e lendasAs lendas misturam fatos reais e históricos com a fantasia e procuraram dar explicação aos fatos da vida social de uma determinada comunidade. Os mitos, tão antigos quanto a própria humanidade, são narrativas que possuem um forte simbolismo e foram criados pelos povos primitivos para explicar as coisas que não entendiam, como os fenômenos da natureza. No Brasil, o folclore foi resultado da miscigenação de três povos (indígena, português e africano) e da influência dos imigrantes de várias partes do mundo. Por isso, nosso país tem uma tradição folclórica variada, rica e muito peculiar. Em cada região brasileira, o folclore apresenta semelhanças e diferenças.


Câmara Cascudo: pesquisador do folcloreUm grande estudioso do folclore nacional foi Luís da Câmara Cascudo, nascido em Natal, no Rio Grande do Norte em 1898 e autor de mais de 150 livros. Ainda hoje, a obra de Câmara Cascudo é uma referência imprescindível para se tratar do folclore, até porque diversas expressões folclóricas brasileiras por ele documentadas já desapareceram e não podem mais ser observadas.


O folclore, em especial a partir do século 20, serviu de base para a produção da arte culta brasileira. Os exemplos estão presentes em todas as artes. O pintor ítalo-brasileiro Alfredo Volpi fez das bandeiras das festas juninas um elemento freqüente de seus quadros e gravuras. O compositor fluminense Villa-Lobos aproveitou-se de temas do folclore em sua obra musical.


O folclore na literaturaNa literatura, há no mínimo três autores de importância indiscutível que se utilizaram de elementos da cultura popular.


O paulista Mário de Andrade, grande estudioso do folclore, escreveu sua obra-prima, "Macunaíma", reunindo com olhar irônico e crítico inúmeras narrativas do folclore brasileiro.O mineiro João Guimarães Rosa, autor de "Grande Sertão: Veredas" - um clássico da literatura nacional - tematiza a vida do sertanejo e trabalha tanto

elementos característicos de narrativas folclóricas, quanto a própria forma sertaneja de uso da língua portuguesa.


Da mesma maneira, o paraibano Ariano Suassuna compôs uma ampla obra teatral baseada na tradição folclórica nordestina. Como exemplo, podem-se citar "O Auto da Compadecida" ou "A Pena e a Lei", sem falar no monumental "Romance da Pedra do Reino".

Vocabulário

Vocabulário brasileiro



Culturas africanas influenciaram nosso idioma


O português que falamos no Brasil tem muitas palavras de origem africana, você sabia? Isso acontece porque - principalmente durante o período colonial - os negros foram trazidos da África como escravos, para trabalhar na lavoura.


Os africanos trouxeram consigo sua religião - o candomblé - e sua cultura, que inclui as comidas, a música, o modo de ver a vida e muitos dos seus mitos e lendas.


Trouxeram ainda - é claro - as línguas e dialetos que falavam.Os povos bantos, que habitavam o litoral da África, falavam diversas línguas (como o quicongo, o quimbundo e o umbundo). Muitos vocábulos que nós usamos freqüentemente vieram desses idiomas. Quer exemplos? "Bagunça", "curinga", "moleque", "dengo", "gangorra", "cachimbo", "fubá", "macaco", "quitanda"...Outras palavras do português falado no Brasil também têm raízes africanas.


Muitas delas vêm de diferentes povos do continente, como os jejes e os nagôs (que falavam línguas como o fon e o ioruba).


Palavras como "acarajé", "gogó", "jabá" e muitas outras passaram a fazer parte do nosso vocabulário, foram incorporados à nossa cultura. Em geral, trata-se de nomes ligados à religião, à família, a brincadeiras, à música e à vida cotidiana.

Quer um exemplo bem trivial? "Bunda". Essa palavra também é africana, pode ter certeza. Se não fosse por ela, teríamos que dizer "nádegas", que é efetivamente o termo português para essa parte do corpo humano.


Da mesma maneira, em vez de "cochilar", teríamos que dizer "dormitar".


Em vez de "caçula", usaríamos uma palavra bem mais complicada: "benjamim". Empolado, não é?


Dizem que a língua banta tem uma estrutura parecida com o português, devido ao uso de muitas vogais e sílabas nasais ou abertas.


Deve ser verdade, observe os sons da palavra "moleque" e de "gangorra". Parece também que o jeito malemolente (isto é, devagar e cheio de ginga) de falar facilitou a integração entre o banto e o português.


A verdade é que hoje a gente usa tantas palavras africanas que nem repara em sua origem.


Quer ver? O que seria do Brasil sem o "samba"? E tem mais: "cachaça", "dendê", "fuxico", "berimbau", "quitute", cuíca", "cangaço", "quiabo", "senzala", "corcunda", "batucada", "zabumba", "bafafá" e "axé".


Para quem não sabe, "bafafá" significa confusão. E "axé" é uma saudação com votos de paz e felicidade.


O prefixo "afro"Antes de terminar, é bom lembrar que hoje é muito comum o uso do prefixo "afro" (relativo à África), em palavras como afro-brasileiro, afro-descendente, afro-americano. Repare que essas palavras, assim como o próprio prefixo, são adjetivos.


E a gramática manda que palavras formadas por prefixos que sejam formas adjetivas sejam separadas por hífen. Ora, "afro" é redução de "africano". Portanto, afro-brasileiro é algo ou alguém com características ou origem africanas e brasileiras e afro-descendente é algo ou alguém que descende de africanos.



*Heidi Strecker é filósofa e educadora.

Dia do Folclore

22 de agosto



Dia do Folclore homenageia a cultura popular brasileira




Entre os seres sobrenaturais do folclore, o mais popular é o Saci

Vídeos contam histórias











Em 1965, o Congresso brasileiro oficializou o dia 22 de agosto como o Dia do Folclore, numa justa homenagem à cultura popular brasileira. A palavra folclore tem origem no inglês antigo, sendo que "folk" significa povo e "lore" quer dizer conhecimento, cultura.








O folclore brasileiro, portanto, é a cultura de nosso povo e não há nada mais nacional do que ele. Afinal, ele é precisamente o conjunto das tradições culturais dos conhecimentos, crenças, costumes, danças, canções e lendas dos brasileiros de norte a sul.




Formada pela mistura de elementos indígenas, portugueses e africanos, a cultura popular brasileira é riquíssima.




Na área musical, por exemplo, são inúmeros e muito variados os ritmos e melodias desenvolvidos em nosso país. É o caso do frevo, do baião, do samba, do pagode, da música sertaneja... Há ainda as danças típicas das festas populares, como o bumba-meu-boi, o forró, a congada, a quadrilha e - é claro - o próprio carnaval, um verdadeiro símbolo de nosso país.






Um dos aspectos mais interessantes do folclore brasileiro, porém, são os seres sobrenaturais que povoam as lendas e as superstições da gente mais simples.




O mais popular é o Saci, um negrinho de uma perna só, que usa um barreta vermelho, fuma cachimbo e adora travessuras, como apagar lampiões e fogueiras ou dar nó nas crinas dos cavalos.Mas há vários outros seres fantásticos em nosso folclore:




o Curupira, um anão de cabelos vermelhos, que tem os pés ao contrário;


a Mula-sem-cabeça, que solta fogo pelas narinas; a Boiúna, cobra gigantesca cujos olhos brilham como tochas; e o Lobisomem, o sétimo filho homem de um casal, que vira lobo nas sextas-feiras de luas cheias, entre outros.




sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Rede Social - O Livreiro

Caro leitor


Sugiro que você conheça a rede social O Livreiro.

Saiba do que se trata.Por favor, leia as informações abaixo.





Um grande abraço.



Rosemary















Unindo quem é amarrado em ler !


O Livreiro é uma rede social, parceria do Infoglobo e Livraria Cultura, lançada, em versão beta, oficialmente em 01/07/2009 na FLIP (Festa Literária Internacional de Paraty).Aqueles que amam a leitura e sabem a importância de uma rede social com as características de O Livreiro, irão se encantar com essa rede. Para começar a utilizá-la é necessário efetuar uma inscrição e o procedimento é rápido. A idade mínima para realizar a inscrição é 13 anos.Muitos ajustes necessitam ser feitos, mas a estrutura atual permite uma boa interação entre os membros (usuários).







A estrutura da rede social








O Livreiro mostra as grandes possibilidades que temos ao usá-la.


Nela encontramos : home, meu painel, estante virtual, membros, autores, livros, comunidades, notícias, clube do livro, retrato falado, O Livreiro no Twitter no Youtube e no Flickr, ...




- Home : Ao acessarmos a página principal, estaremos em contato com informações interessantes ligadas à leitura.




- Meu Painel (painel do membro) :




Neste módulo (veja o meu painel), são encontrados links para os diversos módulos, dados do membro (usuário), a estante virtual deste, lista de amigos e o que eles estão fazendo, as comunidades do membro (usuário) e seus últimos recados.




- Estante virtual :




Na estante virtual,o membro (usuário) pode adicionar e classificar livros em favoritos, estou lendo, já li, quero doar, empresto e quero ler. Os livros para serem adicionados têm de fazer parte do acervo digital da Livraria Cultura, neste momento não há possibilidade de incluir livros que não estejam nele.




- Membros :




Apresenta a relação dos membros, aqueles que se inscreveram na rede social O Livreiro. Estes podem ser apresentados por buscas com filtros de sexo, país, estado e cidade ou pelos nomes deles. A rede está em crescimento, isto é visto pelo número de membros que vem crescendo.






- Autores : Apresenta a relação dos autores cadastrados na rede.




No momento desconheço uma forma de adicionar o nome de um autor. Fiz algumas indicações de autores em Feedback - Fórum de Ideias, estou aguardando para saber se as indicações foram aceitas.




- Livros :




Apresenta uma relação de livros que fazem parte do acervo da Livraria Cultura podendo ter acesso à sinopse da maioria deles. Além disso, há uma relação das opiniões dos membros a respeito de alguns livros da rede.






- Comunidades : Apresenta a relação das comunidades existentes na rede, com a possibilidade do membro se inscrever nelas. Além disso, os membros podem criar comunidades.






- Notícias : Neste módulo encontramos notícias relacionadas ao interesse de leitores.






- Clube do Livro : O escritor Milton Hatoum apresentará, a cada vez, três livros que receberão os votos dos membros da rede, definido assim, pelo voto, o livro que será discutido durante 6 semanas.O primeiro livro escolhido pelo voto foi Leite Derramado, escrito por Chico Buarque.






- Retrato Falado : Retrato Falado terá um post exclusivo aqui em Fatos e Ângulos – Blog Info.






- O Livreiro em outras Redes Sociais : Material sobre o Livreiro pode ser encontrado no Twitter, no Youtube e no Flickr.


Chegamos ao fim, a apresentação foi feita. Faça uma visita à rede social de leitura O Livreiro e vamos nos encontrar por lá.

Vale a pena !

Boa Leitura !



Fonte:
http://fatoseangulosbloginfo.blogspot.com/2009/07/um-livreiro-para-voce.html

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