segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Cavalos Selvagens



TEXTO – "CAVALOS SELVAGENS"
Lygia Fagundes Telles

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"O homem de grandes negócios fecha a pasta de zíper e toma o avião da tarde. O homem de negócios
miúdos enche o bolso de miudezas e toma o ônibus da madrugada. A mulher elegante faz Cooper e sauna na quinta-feira. A mulher não elegante faz feira no sábado. A freira faz orações diariamente em horas certas. A prostituta faz o trottoir todos os dias em certas horas. O patriarca joga bridge e faz amor segundo ocalendário. O operário joga bilhar e faz amor nos feriados.
Homens, mulheres e crianças – todos com seus dias previstos e organizados: amanhã tem missa de sétimo dia, depois de amanhã tem casamento. Batizado na terça e na quarta, macarronada, que a feijoada fica para sábado, comemoração prévia do futebol de domingo, vitória certa, ora se!... As obedientes engrenagens da máquina funcionando com suas rodinhas ensinadas, umas de ouro, outras de aço, estas mais simples, mais complexas aquelas lá adiante, azeitadas para o movimento que é uma fatalidade, taque-taque, taque-taque... Apáticos e não apáticos, convulsos e apaziguados, atentos e delirantes em pleno funcionamento num ritmo implacável.
Às vezes, por motivos obscuros ou claros, uma rodinha da engrenagem salta fora e fica desvairada
além do tempo, do espaço – onde? A máquina prossegue no seu funcionamento que é uma condenação, apenas aquela rodinha já não faz parte dessa ordem.
“É um desajustado” – diz o médico, o amigo íntimo, o primo, a mulher, a amante, o chefe. Há que readaptá-lo depressa à engrenagem familiar e social, apertaresses parafusos docemente frouxos. Se o desajustado é um adolescente, mais fácil reconduzi-lo com a ajuda de psicólogos, analistas, padres, orientadores, educadores – mas por que ele ainda não está nos eixos? Porque tem de haver certas peças resistindo assim inconformadas?
Não interessa curá-lo, mas neutralizá-lo, taque-taque, taque-taque.
Pronto, passou a crise? Todos concordam, ele está ótimo ou quase. Mas às vezes o olhar tem aquela
expressão que ninguém alcança e volta o fervor antigo, cólera e gozo nos descompromissamentos e rupturas – aguda a lembrança do cheiro do mato que recusa o asfalto, o elevador, a disciplina, ah! Vontade de fugir sem olhar para trás, desatino e alegria de um cavalo selvagem, os fogosos cavalos de crina e narinas frementes, escapando do laço do caçador. Na história de Arthur Miller, eram os pobres cavalos selvagens destinados a uma fábrica que os transformaria num precioso produto enlatado. O instinto, só o instinto os advertia das armadilhas nas madrugadas. E fugiam galopando por montes, rios, vales – até quando? 
Inexperiência ou cansaço?  
Cavalos e homens acabam por voltar à engrenagem. Muitos esquecem mas alguns ainda se lembram e o olhar toma aquela expressão que ninguém entende, ânsia de liberdade. De paixão. Em fragmentos de tempo voltam a ser inabordáveis mas a máquina vigilante descobre os rebeldes e aciona o alarme, mais poderoso o apelo, taque-taque TAQUE-TAQUE!
Inútil. Ei-los de novo desembestados: “Laçá-los é o mesmo que laçar um sonho”. "

Fonte: http://www.portaleducacao.com.br/pedagogia/artigos/20287/resenha-critica-do-filme-como-estrelas-na-terra-toda-crianca-e-especial
Foto: https://puzzlebrasil.lojavirtualfc.com.br/listaprodutos.asp?idloja=9458&idproduto=1827743&q=Cavalos+Selvagens+-+Quebra-cabeca+1000+pe%E7as

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

"A História de Niterói Em Cordel"



"Hoje (1/8) é o Dia do Poeta de Literatura de Cordel. O gênero literário frequentemente é escrito de forma rimada, tendo a sua origem oral transferida para os folhetos impressos. O nome "cordel" é derivado da forma como alguns eram expostos para a venda, pendurados em cordas ou barbantes. "

" A História de Niterói Em Cordel"
Ela foi escrita pelo cordelista João Batista Melo. 




Foto do Google


Gosto desses versos rimados, que nos ensinam tanto, brincando... E assim, nós aprendemos amar a Literatura de Cordel. 






Meia Hora, à Meia Luz, Paguei só Meia.


Meia Hora, à Meia Luz, Paguei só Meia.
Nossa Língua Portuguesa é uma das mais difíceis do mundo, até para nós. Imagine para os africanos!
"Polissemia é um conceito da área da linguística com origem no termo grego polysemos, que significa "algo que tem muitos significados". Uma palavra polissêmica é uma palavra que reúne vários significados." Hoje, vamos conhecer ou relembrar, se for o caso, a palavra "MEIA".
  Leia o texto abaixo, que narra um diálogo com os diversos sentidos da palavra "Meia"
"Na recepção dum salão de convenções, em Fortaleza…
– Por favor, gostaria de fazer minha inscrição para o Congresso.
– Pelo seu sotaque vejo que o senhor não é brasileiro. O senhor é de onde?
– Sou de Maputo, Moçambique.
– Da África, né?
– Sim, sim, da África.
– Aqui está cheio de africanos, vindos de toda parte do mundo. O mundo está cheio de africanos.
– É verdade. Mas se pensar bem, veremos que todos somos africanos, pois a África é o berço antropológico da humanidade…
– Pronto, tem uma palestra agora na sala meia oito.
– Desculpe, qual sala?
Meia oito.
– Podes escrever?
– Não sabe o que é meia oito? Sessenta e oito, assim, veja: 68.
– Ah, entendi, “meia” é “seis”.
– Isso mesmo, meia é seis. Mas não vá embora, só mais uma informação: A organização do Congresso está cobrando uma pequena taxa para quem quiser ficar com o material: DVD, apostilas, etc., gostaria de encomendar?
– Quanto tenho que pagar?
– Dez reais. Mas estrangeiros e estudantes pagam “meia”.
– Hum! que bom. Ai está: “seis” reais.
– Não, o senhor paga meia. Só cinco, entende?
– Pago meia? Só cinco? “Meia” é “cinco”?
– Isso, meia é cinco.
– Tá bom, “meia” é “cinco”.
– Cuidado para não se atrasar, a palestra começa às nove e meia.
– Então já começou há quinze minutos, são nove e vinte.
– Não, ainda faltam dez minutos. Como falei, só começa às nove e meia.
– Pensei que fosse as 9:05, pois “meia” não é “cinco”? Você pode escrever aqui a hora que começa?
– Nove e meia, assim, veja: 9:30.
– Ah, entendi, “meia” é “meia”.
– Isso, mesmo, nove e trinta. Mais uma coisa senhor, tenho aqui um fôlder de um hotel que está fazendo um preço especial para os congressistas, o senhor já está hospedado?
– Sim, já estou na casa de um amigo.
– Em que bairro?
– No Trinta Bocas.
– Trinta bocas? Não existe esse bairro em Fortaleza, não seria no Seis Bocas?
– Isso mesmo, no bairro “Meia” Boca.
– Não é meia boca, é um bairro nobre.
– Então deve ser “cinco” bocas.
– Não, Seis Bocas, entende, Seis Bocas. Chamam assim porque há um encontro de seis ruas, por isso seis bocas. Entendeu?
– Acabou?
– Não. Senhor é proibido entrar no evento de sandálias. Coloque uma meia e um sapato…O africano enfartou…"
Fontes: http://www.ibahia.com/a/blogs/portugues/2014/08/25/meia-meia-meia-meia-ou-meia/  -  http://www.significados.com.br/polissemia/

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Japanese Food Restaurante e Delivery






"VOCÊ É O ÚNICO REPRESENTANTE DOS SEUS SONHOS..."









A cozinha está toda montada e bem equipada no Japanese Food . 
Nossa, ela ficou maravilhosa!






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