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domingo, 22 de maio de 2011
terça-feira, 12 de outubro de 2010
Seleção Brasileira Masculina de Vôlei - TRICAMPEÃ MUNDIAL
Rodrigão fala em inveja, e Giba afirma que time superou 'palhaçadas' na Itália
Jogadores lembram que italianos fizeram de tudo para que Brasil não fosse tri
Por João Gabriel RodriguesGuarulhos, São Paulo
Na bagagem de volta da Itália, além do troféu, um exemplo de superação. Nesta terça-feira, na chegada da seleção brasileira ao país, os jogadores tricampeões mundiais lembraram das dificuldades enfrentadas durante a competição. Pressão, empecilhos e torcida contra que foram deixados para trás. A sensação, para eles, é de terem vencido uma batalha, o que engrandece a conquista. Na opinião de Giba, foram "palhaçadas" superadas à base da raça.
Murilo, Giba e Bruninho posam com medalhas e troféu do Mundial (Foto: Gaspar Nobrega / Vipcomm)- Que me desculpem o termo, mas enfrentamos algumas palhaçadas que precisamos falar. Como o fato do levantador, o Maurizio Latelli, que treinou com a gente e o time de Verona ser multado por causa disso. Ou o nosso preparador ter que correr atrás de academia porque os italianos achavam que a que a gente treinava era muito boa. Ou brigar no restaurante para que a gente pudesse ter as mesmas opções que as outras seleções tiveram. Essas dificuldades nós passamos lá e passamos juntos. Isso deixa o gosto melhor. Em nenhum momento tivemos dúvida de que seríamos campeões mundiais.
Para Rodrigão, a pressão italiana era algo previsível, e os problemas enfrentados eram frutos de inveja. Afinal, o título brasileiro igualaria o número de conquistas da época de ouro da seleção da Itália.
- Antes de conquistarmos, era normal a pressão porque eles eram tri e nós estávamos buscando esse título. Sentíamos inveja e fizeram de tudo para perdermos o título. Nós temos a Olimpíadas, e conquistamos o tri, que era igualar a geração de ouro deles. Era questão de inveja mesmo. Mas se fosse no Brasil, ia ser o mesmo, seria normal, íamos torcer contra. É normal você torcer pelo país que você cresceu.
Eleito melhor jogador do Mundial, Murilo diz entender a pressão italiana. Afirma que, caso o campeonato fosse aqui, a torcida brasileira faria o mesmo com os adversários. Mas lembra que a equipe teve maturidade para vencer os desafios.
- Desde que nós chegamos a Verona, sabíamos que estavam todos contra. Todo campeonato está sendo assim, e não ia ser diferente no Mundial. Lógico que a gente tenta se unir mais a cada problema, seja uma matéria em um jornal italiano, ou um torcedor na arquibancada. Sempre tentamos levar isso para nos unir. Uma derrota sempre nos faz questionar. A derrota para a Cuba também nos fez juntar.
Presidente da Confederação Brasileira de Vôlei, Ary Graça também elogiou o comportamento da seleção na Itália.
- Estou extremamente feliz por mais uma vez sermos campeões. Aquilo ali foi uma guerra, uma batalha. Esses garotos souberam combater e o fizeram de maneira brilhante. Só tenho elogios a esses jogadores.
sábado, 9 de outubro de 2010
Prêmio Nobel da Paz de 2010
Dissidente chinês Liu Xiaobo ganha o Nobel
da Paz

REUTERS
OSLO (Reuters) - O dissidente chinês pró-democracia Liu Xiaobo, que está preso, ganhou nesta sexta-feira o Prêmio Nobel da Paz por suas décadas de luta não violenta em prol dos direitos humanos, informou o Comitê Norueguês responsável pela premiação.
A China temia a concessão do prêmio a Liu e, por isso, vinha criticando duramente os responsáveis pela premiação.
A concessão do Nobel da Paz a Liu põe em evidência a situação dos direitos humanos na China num momento em que o país começa a assumir um papel de mais destaque no cenário mundial, como resultado do poder econômico propiciado por seu crescimento.
O Comitê elogiou Liu por "sua batalha longa e não violenta pelos direitos humanos fundamentais na China".
" O... Comitê sempre acreditou que existe uma estreita conexão entre os direitos humanos e a paz", assinalou.
O presidente do Comitê, Thorbjoern Jagland, afirmou que a China, a segunda maior economia do mundo, deveria esperar estar sob um maior escrutínio à medida que se torna mais poderosa, assim como aconteceu com os Estados Unidos depois da Segunda Guerra Mundial.
Em uma entrevista coletiva na Turquia, o primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, não respondeu a perguntas de jornalistas depois que o prêmio foi anunciado.
Liu foi preso em dezembro, para cumprir uma pena de 11 anos por subversão do poder do Estado, um ano depois de ter sido preso como o principal autor da Carta 08, um manifesto distribuído por ativistas e intelectuais chineses em defesa da livre expressão e eleições multipartidárias.
Por Reuters
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Prêmio Nobel de Literatura de 2010
Prêmio Nobel de literatura de 2010 vai para Mario Vargas Llosa
Academia Sueca destacou caráter político da obra do escritor peruano.
Autor de 'Pantaleão e as visitadoras' venceu o Prêmio Cervantes em 1994.
O prêmio Nobel de literatura de 2010, divulgado nesta quinta-feira (7) às 8h (horário de Brasília), foi para o escritor peruano Mario Vargas Llosa, de 74 anos.
De acordo com a Academia Sueca, a escolha seu deu por conta da "cartografia das estruturas do poder e afiadas imagens de resistência, rebelião e derrota do indivíduo" que aparecem na obra de Llosa.
Peter Englund, presidente do júri de literatura do Nobel, afirmou que Vargas Llosa se disse "muito comovido e entusiasmado" ao saber do prêmio. O escritor, que está em Nova York, onde é professor visitante na Universidade de Princeton, contou a Englund que "tinha levantado às cinco da manhã para dar uma aula" e que quando recebeu a notícia já "trabalhava intensamente".
Llosa receberá um prêmio no valor de 10 milhões de coroas suecas (1,5 milhão de dólares). A cerimônia de premiação está marcada para o dia 10 de dezembro.
A liberdade e a democracia são o verdadeiro caminho do progresso, que acredito que seja o papel de um escritor defender"
Vargas Llosa em entrevista à rádio RCN
Autor de romances marcados por questões políticas da América Latina - e não raro autobiográficas -, como "A cidade e os cachorros", "Tia Júlia e o escrivinhador", "Pantaleão e as visitadoras", "A festa do bode" e "Travessuras da menina má", Llosa já havia vencido, entre outros, o Prêmio Cervantes, o mais importante da literatura em língua espanhola, em 1994.
O Brasil costuma ser tema de seus textos, sejam ensaios políticos ou romances, como em "A guerra do fim do mundo", de 1981, inspirado na Guerra de Canudos.
'Supreso' com a notícia
Em declaração à rádio colombiana RCN nesta quinta, o escritor peruano afirmou que se surpreendeu com a escolha e disse que o prêmio é "um reconhecimento" à literatura latino-americana e em língua espanhola.
"Não pensava que estaria nem entre os candidatos", brincou o autor. "Por mim, vou seguir trabalhando com um sentimento de responsabilidade, como sempre fiz. Defendendo coisas que são fundamentais para o Peru, para a América Latina e o mundo. A liberdade e a democracia são o verdadeiro caminho do progresso, da verdadeira civilização, que acredito que seja o papel de um escritor defender", comentou Llosa à rádio.
Em mais de um século de existência do prêmio, Maio Vargas Llosa é apenas o sexto escritor latino-americano a receber um Nobel. Antes dele, foram premiados a escritora chilena Gabriela Mistral (1945), o guatemalteco Miguel Ángel Asturias (1967), o também chileno Pablo Neruda (1971), o colombiano Gabriel García Márquez (1982) e o mexicano Octavio Paz (1990).
O autor estará no Brasil na próxima quinta-feira (14), participando do evento Fronteiras do Pensamento, realizado na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre.
O escritor Mario Vargas Llosa (Foto: AFP)Candidato à presidência em 1990
Nascido em Arequipa, em 28 de março de 1936, Jorge Mario Pedro Vargas Llosa se formou em Letras e Direito pela Universidade Nacional Maior de São Marcos, em Lima. Antes de se tornar escritor, trabalhou como redator de notícias na extinta Rádio Central, funcionário de biblioteca e até revisor de nomes de túmulos de cemitério, segundo biografia em seu site oficial.
Em 1959, ganha uma bolsa de estudos e parte para uma temporada na Europa, onde se torna doutor em Filosofia e Letras pela Universidade de Madri, publica seu primeiro livro, a coletânea de contos "Os chefes" (1959), e escreve uma peça de teatro, "La huída del Inca".
Regressa em 1964 ao Peru e daí em diante volta a passar temporadas em diversos países, incluindo Cuba, Grécia, França, Inglaterra e Espanha - de onde recebe oficialmente a cidadania em 1993.
Conhecido por suas posições políticas consideradas de direita, Llosa se engajou no Movimento Liberdade peruano em 1987, que se opunha ao programa de estatização do então presidente Alan García Pérez. Informado sobre a vitória no Nobel de seu antigo desafeto, García - que voltou à Presidência do Peru em 2006 - afirmou que o prêmio é "uma honra e um grande dia para o Peru". "Vargas Llosa é um extraordinário criador da linguagem, um grande romancista, um grande dramaturgo que tem incursionado em todos os cantos da criação", completou.
Além dos políticos do Peru, o escritor costuma disparar críticas contra líderes latino-americanos como Fidel Castro, Hugo Chávez, Álvaro Uribe e ao próprio presidente Lula.
Em 1990, lançou-se candidato à presidência do Peru pelo partido Frente Democrática-Fredemo, mas foi derrotado por Alberto Fujimori. Sua experiência na campanha foi relatada no livro de memórias "Peixe na água", lançado em 1993.
Outros premiados
No ano passado, a escritora romena radicada na Alemanha Herta Müller, 56, foi a vencedora do Prêmio. Em 2008, foi a vez do francês Jean-Marie Gustave Le Clézio e em 2007, Doris Lessing, nascida na Pérsia, mas que escreve em inglês.
Alfred Nobel, que fez fortuna ao inventar a dinamite, criou os prêmios para a paz, a literatura e várias ciências em seu testamento, em 1895. Os prêmios foram entregues pela primeira vez em 1901 e um prêmio adicional, para a economia, foi estabelecido em memória de Nobel, em 1968.O prêmio é escolhido pelos membros da academia sueca e dá um prêmio de 10 milhões de coroas suecas, algo como R$ 3 milhões, entregue em dezembro. Durante o processo, os membros da academia enviam convites para centenas pessoas ligadas a literatura, como professores e escritores do mundo, para chegar aos candidatos. De uma lista inicial de 250 nomes, em cortes sucessivos, se chega a um segundo grupo, com 15 a 20 e, num terceiro, a cinco nomes. Os membros da academia leem as obras dos candidatos e discutem sobre quem deve ser o vencedor. Um pouco antes do anúncio, os membros da academia ligam para o vencedor.
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Prêmio Nobel de Medicina de 2010
Criador da fertilização in vitro ganha Nobel de Medicina
Robert Edwards desenvolveu a técnica ao lado de Patrick Steptoe, que morreu em 1988
04 de outubro de 2010 | 7h 05
Associated Press e Reuters - AP-Reuters
O britânico Robert Edwards foi agraciado com o Prêmio Nobel de Medicina de 2010 pelo desenvolvimento da fertilização in vitro, um avanço que ajudou milhões de casais inférteis a ter filhos.

Alastair Grant/AP
Em foto de 1998, Edwards brinca com dois 'bebês de proveta' que nasceram graças a suas descobertas
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"Suas conquistas tornaram possível tratar a infertilidade, uma condição médica que aflige uma grande proporção da humanidade, incluindo mais de 10% de todos os casais do mundo" , disse o comitê responsável pelo prêmio a fazer o anúncio, em Estocolmo.
Edwards, que tem 85 anos, começou a trabalhar com fertilização in vitro, ou IVF, um procedimento no qual o óvulo é fertilizado fora do corpo da mulher, nos anos 50. Ele desenvolveu a técnica em conjunto com Patrick Steptoe, que morreu em 1988.
Em julho de 1978, a britânica Louise Brown tornou-se o primeiro bebê nascido por meio do procedimento, que revolucionou os tratamentos de infertilidade.
"Aproximadamente 4 milhões de indivíduos nasceram graças à IVF", diz a nota do comitê Nobel. "Hoje, a visão de Edwards é uma realidade que traz alegria a pessoas inférteis de todo o mundo".
A probabilidade de um casal infértil levar um bebê para casa depois de um ciclo de IVF é, atualmente, de 20%, mais ou menos a mesma que um casal saudável tem de conceber uma criança naturalmente.
Steptoe e Edwards fundaram a primeira clínica de IVF em Bourn Hall, em Cambridge.
Em nota, a clínica disse que um dos momentos de maior orgulho de Edwards foi ficar sabendo que 1.000 bebês gerados por fertilização in vitro haviam nascido em Bourn Hall desde Louise Brown e levar a informação a Steptoe, que se encontrava gravemente doente, pouco antes de sua morte.
"Nunca esquecerei a expressão de felicidade em seus olhos", disse Edwards. Segundo a nota, Edwards "não está bem o suficiente para dar entrevistas".
Aleksander Giwercman, chefe de pesquisa em reprodução da Universidade de Lund, na Suécia, disse que as descobertas de Edwards também foram importantes em outras áreas, incluindo pesquisas sobre câncer e células-tronco.
"Recebemos uma ferramenta que pode ser usada em muitas outras áreas", disse ele. "Muitas das doenças que desenvolvemos quando adultos têm origem nos primórdios da vida, durante a concepção".
O Nobel de Medicina ou Fisiologia é o primeiro dos prêmios de 2010 a ser anunciado. A ele se seguirão Física, na terça-feira; química, na quarta; Literatura, na quinta; Paz, na sexta e Economia, na segunda-feira, 11 de outubro.
Os prêmios foram criados pelo inventor e empresário sueco Alfred Nobel e entregues pela primeira vez em 1901, cinco anos após sua morte. cada prêmio inclui cerca de 10 milhões de coroas suecas (cerca de US$ 1,5 milhão) um diploma e uma medalha de ouro.
"Bob Edwards mudou a forma como pensamos em ter bebês", disse o médico Alan Thornhill, do Centro London Bridge de Fertilidade, Ginecologia e Genética.
Em 2003, durante a celebração dos 25 anos do nascimento de Louise Brown, Edwards havia dito ao jornal britânico The Times que não estava "terrivelmente chateado" por não ter sido honrado com o título de "Sir" pela Coroa britânica.
"Sou um socialista bem de esquerda, e portanto não vou chorar nem uma lágrima. Mas se você puder me arrumar um Nobel, por favor faça isso", brincou.
Oposição religiosa
A Igreja Católica Romana se opõe fortemente à IVF, que considera uma afronta á dignidade humana que destrói mais vida humana do que cria, porque cientistas descartam ou armazenam os embriões não utilizados.
'Fertilização in vitro levou à destruição direta e deliberada de milhões de embriões humanos", disse David Albert Jones, diretor do Centro de Bioética Anscombe, um centro de pesquisas católico inglês.
Louise Brown
Edwards and Steptoe, que era ginecologista, insistiram nas pesquisas a despeito da oposição de igrejas, governos, de parte da mídia e do ceticismo da comunidade científica da época.
Eles tiveram de lutar para obter verbas e precisaram contar com recursos privados mas, em 1968, desenvolveram os meios para fertilizar um óvulo humano fora do corpo.
Trabalhando na Universidade Cambridge, eles começaram a implantar embriões no útero de mulheres estéreis em 1972. Mas diversas gestações terminaram em aborto espontâneo, por conta do que, descobriu-se depois, eram tratamentos hormonais incorretos.
Em 1977, tentaram um novo procedimento que não envolvia hormônios. Em 25 de julho do ano seguinte, Louise Brown nasceu.
"Temos grande afeição por Bob e estamos encantadas em poder enviar nossas congratulações pessoais a ele e a sua família neste momento", disse Louise, em nota assinada conjuntamente com sua mãe.
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
DIA INTERNACIONAL DA ALFABETIZAÇÃO - 8 DE SETEMBRO
8 de Setembro - Dia Internacional da Alfabetização
Em 2010, o tema Alfabetização e o Poder das Mulheres, a discussão pública e o lançamento de uma nova Rede de Alfabetização da UNESCO são os destaques das celebrações do Dia Internacional da Alfabetização, em 08 de setembro.
Mensagem da Diretora Geral da UNESCO, Irina Bokova, por ocasião do Dia Internacional da Alfabetização, 8 de Setembro de 2010.
Quando uma mulher é alfabetizada, ela pode fazer escolhas para melhorar significativamente sua vida. Mas, 10 anos depois do Século 21, dois de cada três do total de 759 milhões de analfabetos adultos no mundo são mulheres. Esta é uma situação intolerável que reflete uma das injustiças mais persistentes dos nossos tempos: a desigualdade no acesso à educação.
Não há justificativa – seja ela cultural, econômica ou social – para negar educação a meninas e mulheres. É um direito básico e uma condição absoluta para atingir todos os objetivos de desenvolvimento acordados internacionalmente. O analfabetismo mantém as mulheres marginalizadas e constitui um dos principais obstáculos para a redução da pobreza extrema em um mundo movido a tecnologia, onde ler, escrever e saber contar é indispensável para desfrutar de direitos e oportunidades básicos.
Por todos esses motivos, o Dia Internacional da Alfabetização este ano focaliza o papel altamente significativo que a alfabetização tem para aumentar a autonomia da mulher.
Adquirir habilidade alfabética proporciona à mulher uma sensação de autoconfiança e controle sobre sua vida e seu futuro. O empoderamento da mulher se refere a adquirir o conhecimento para tomar decisões informadas e compartilhar o poder no seu lar e na vida política. As declarações de mulheres recém-alfabetizadas são prova da transformação de longo alcance que os novos conhecimentos e habilidades têm em todos os aspetos de suas vidas.
Como a primeira mulher eleita para o posto de Diretor-Geral da UNESCO, dedico-me profundamente a fazer avançar os direitos das meninas e mulheres de todas as partes do mundo, especialmente por meio da educação. A igualdade de gênero é uma das nossas prioridades estratégicas globais, porque não pode haver desenvolvimento sustentável quando as mulheres não desfrutam de direitos e oportunidades iguais.
Investir na alfabetização de mulheres tem retornos muito altos: melhora a renda, leva a melhor saúde materno-infantil e favorece o acesso à educação de meninas. Em resumo, mulheres recém-alfabetizadas têm um efeito cascata positivo em todos os indicadores de desenvolvimento.
Este dia internacional almeja mobilizar a atenção de todos para a urgente necessidade de maior comprometimento com a alfabetização, especialmente para meninas e mulheres. Os Prêmios de Alfabetização Internacional da UNESCO servem de exemplos inspiradores e criativos de programas que tiveram um profundo impacto nas pessoas e em suas comunidades. Eles mostram o que funciona e quão bem funcionam.
Nesta última década a diferença entre os gêneros na educação tem diminuído em vários países. A igualdade de gênero na alfabetização também tem melhorado, mas tudo isso em passos muito lentos. Muito ainda há a ser feito.
Eu aproveito esta ocasião para convidar os governos, organizações internacionais, a sociedade civil e o setor privado a expandir seu apoio à alfabetização. Estou confiante que existe o ímpeto para tornar a alfabetização da mulher uma prioridade: vimos nos últimos meses uma oportunidade para acelerar os avanços na direção da igualdade de gêneros com a criação da UN Women (Entidade das Nações Unidas para a Igualdade de Gênero e Empoderamento da Mulher).
A alfabetização dá às mulheres uma voz – nas suas famílias, na vida política e no cenário mundial. É um primeiro passo em direção à liberdade pessoal e à maior prosperidade. Quando as mulheres são alfabetizadas, a sociedade inteira lucra.
Mais informações:
- Dia Internacional da Alfabetização no site do Setor de Educação da UNESCO (em inglês, francês e espanhol)
- 2003-2012 - Década das Nações Unidas para a Alfabetização
- Mensagem do Secretário-Geral das Nações Unidas (PDF, 1.4 Mb - em inglês)
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Nobel para fertilização in vitro: antes tarde do que nunca