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sábado, 10 de maio de 2014
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
O Que é TOC?
TOC – TRANSTORNO OBSESSIVO-COMPULSIVO

"Dr. Fernando Ramos Asbahr é médico psiquiatra do Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, onde coordena o Ambulatório de Ansiedade na Infância e Adolescência.
Sempre que arrumo a mala antes de viajar, guardo a passagem no mesmo lugar. Mas, dentro do táxi que me leva ao aeroporto, preciso conferir se ela está mesmo na valise de mão. Eu sei que está, pois eu mesmo acabei de colocá-la ali, mas, se não der essa última olhada, não me tranquilizo. Entretanto, há pessoas que, numa situação como essa, não se contentam em dar só uma olhada. Precisam olhar dez, vinte, trinta vezes e, mesmo assim, continuam em dúvida e ficam ansiosas.
Nem sempre é fácil estabelecer o limite entre preocupação natural e ansiedade exagerada diante de um fato. O que se sabe é que algumas pessoas são dominadas por pensamentos repetitivos e persistentes que geram medo ou sensação de desconforto muito grande. Esses pensamentos desagradáveis as obrigam a repetir determinados rituais para aliviar a ansiedade. Essa é a principal característica do transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), um distúrbio que provoca alterações na maneira de pensar, no comportamento, nas emoções e que pode interferir no desempenho das atividades rotineiras de seus portadores, prejudicando muito a qualidade de vida.
O QUE É
Drauzio – É sinal de transtorno psiquiátrico eu ter de olhar a passagem antes de chegar ao aeroporto mesmo sabendo que ela está dentro da minha valise de mão?
Fernando Ramos Asbahr – Não necessariamente sinal de um transtorno, mas não deixa de ser uma dúvida obsessiva, porque persiste, e você só fica aliviado quando abre a mala e vê que a passagem está realmente onde a colocou.
O conceito de obsessão pressupõe um pensamento, que pode ser uma ideia, uma palavra, uma música, com a característica de invadir a mente repetida e incessantemente até que a pessoa o exclua, na maior parte das vezes, por algum ato que chamamos de compulsão ou ritual compulsivo. No seu exemplo, seria verificar se a passagem está realmente na mala.
É importante esclarecer que, em alguns momentos, todo o mundo pode apresentar rituais compulsivos. O joguinho infantil de não pisar nas riscas da calçada ou de pular determinados quadrados do chão é um comportamento ritualizado, um tipo de compulsão que faz parte do desenvolvimento normal da criança. No entanto, usando novamente seu exemplo, se a pessoa verificou uma vez, a passagem estava ali, verificou novamente – “Será que é a passagem daquele voo mesmo?” – e tornou a verificar, vinte, trinta vezes, a ponto de atrasar-se e perder o avião, está caracterizado o transtorno obsessivo-compulsivo, uma doença psiquiátrica que se manifesta pela ocorrência de obsessões e, na maior parte dos casos, de compulsões.
Drauzio – Quais são as principais características do transtorno obsessivo-compulsivo?
Fernando Ramos Asbahr – É a presença de obsessões e compulsões. As obsessões representam a parte mental da doença. O pensamento obsessivo funciona como um disco riscado, que fica repetindo sempre o mesmo ponto da gravação. Em geral, isso acontece contra a vontade da pessoa. Ela não quer pensar daquela forma, mas a ideia e as imagens persistem.
Assim acontece com a criança na escola que de repente imagina a mãe sendo atropelada na rua. Embora tente afugentar esse pensamento, ele fica patinando dentro de sua cabeça e o único jeito de controlar a ansiedade é realizar o ritual que caracteriza a compulsão: sair da classe e telefonar para a mãe. Ao ouvir que está tudo bem, que nada de errado aconteceu, a criança volta mais tranquila para a sala de aula. Dali a cinco minutos, porém, o pensamento retorna insistente, e ela tem necessidade de repetir o ritual do telefonema. A única maneira de livrar-se da obsessão é executar a compulsão, sempre obedecendo a certas regras. Esse é um processo que se acentua com o passar do tempo e pode tomar conta da vida dos portadores de transtorno obsessivo-compulsivo.
SINTOMAS
Drauzio – Qual a diferença exata entre obsessão e compulsão nesses casos?
Fernando Ramos Asbahr – A obsessão é mais um pensamento que invade a mente, e a compulsão, a necessidade incontrolável de praticar um ato para aliviar a ansiedade provocada pelo pensamento indesejado. Muitas vezes, porém, a obsessão pode não aparecer. É o caso da criança de 4 ou 5 anos que lava repetidamente as mãos. Dependendo de seu grau de desenvolvimento, se lhe perguntarmos por que faz isso, o máximo que conseguirá responder é que lava as mãos porque se sente bem e pronto!
Já no adulto é muito mais comum o pensamento obsessivo estar por trás do ritual compulsivo. ”Será que peguei a passagem ou a deixei em cima da cama?” é a dúvida que o obriga a abrir a mala repetidas vezes.
Drauzio – Você disse que é comum as crianças desenvolverem determinados rituais a que obedecem rigorosamente e que isso é absolutamente normal. Quando o processo se torna patológico?
Fernando Ramos Asbahr – A fronteira é tênue. Na verdade, é muito difícil saber quando a mania, como popularmente se diz, ou os rituais compulsivos caracterizam uma doença. O certo é que quanto mais interferirem na vida das pessoas, sejam elas crianças ou adultos, mais próximas estarão da doença.
É o caso da criança que se atrasa para a escola, porque não sabe se veste a camiseta azul ou a vermelha. Fica imaginando que, se puser a vermelha, alguma coisa poderá acontecer com sua mãe, mas que usar a azul pode lhe dar azar e fazer com que algo de errado aconteça com seu irmão pequeno.
No Ambulatório do Instituto de Psiquiatria, já atendemos crianças de três, quatro anos que berram quando não conseguem pisar primeiro com o pé direito na calçada ao descer do carro e obrigam os pais a darem uma volta a mais para que repitam o gesto da maneira que consideram acertada.
Na verdade, dos primeiros sintomas até o diagnóstico, costuma passar muito tempo.
FAIXA ETÁRIA E FREQUÊNCIA
Drauzio – Esses transtornos costumam aparecer com que idade?
Fernando Ramos Asbahr – Há relatos de crianças com obsessões e compulsões graves a partir dos três anos de idade. Nunca vi, mas já ouvi que crianças de dois anos e meio apresentaram a doença. Pessoalmente, já encontrei pacientes com três anos, três anos e pouco, que desenvolveram rituais.
Drauzio – O TOC sempre começa na infância?
Fernando Ramos Asbahr – Não necessariamente. Um dado importante, principalmente para os pais estarem atentos, é que trabalhos com grandes populações revelam que 80% dos casos de transtorno obsessivo-compulsivo diagnosticados em adultos se manifestaram antes dos 18 anos e 50%, antes dos 15 anos.
Drauzio – Qual é a frequência de TOC na população?
Fernando Ramos Asbahr – A frequência do TOC na população está entre 2% e 4%. Isso quer dizer que, numa escola com mil alunos, 20 vão apresentar algum grau de obsessão e compulsão. É importante destacar que quanto mais são realizados os rituais, maior a possibilidade de aumentar a frequência e a intensidade dos pensamentos obsessivos e o problema vai tomando conta da vida da pessoa.
CLASSIFICAÇÃO
Drauzio – Como pode ser classificado o transtorno obsessivo-compulsivo?
Fernando Ramos Asbahr – Existem dois tipos: o transtorno obsessivo-compulsivo subclínico e o transtorno obsessivo-compulsivo propriamente dito. O subclínico caracteriza-se pela presença de obsessões e rituais que se repetem com frequência, mas não atrapalham a vida da pessoa. São sintomas obsessivo-compulsivos (não gosto muito do termo transtorno obsessivo-compulsivo subclínico) que ocorrem nesses casos.
Quanto ao TOC propriamente dito, as obsessões persistem até que o exercício da compulsão alivie a ansiedade, e é comum os portadores dessa doença terem parentes em primeiro grau com sintomas muito semelhantes.
Drauzio – O distúrbio é mais comum nos meninos ou nas meninas?
Fernando Ramos Asbahr – Depende da faixa etária. Ao longo da vida, a frequência é a mesma nos dois sexos. Na infância, o transtorno obsessivo-compulsivo é mais frequente nos meninos. No final da adolescência, porém, o número de casos vai se igualando e a frequência passa a ser praticamente a mesma entre homens e mulheres.
Drauzio – Como os pais podem identificar que as manias próprias da infância, estão exageradas no seu filho?
Fernando Ramos Asbahr – Devem chamar atenção a intensidade e a frequência com que as manias se manifestam na criança. Em geral, os sintomas são mais intensos no ambiente familiar. Entretanto, quanto mais fora de casa aparecerem e mais envolverem a figura dos pais, mais grave será o quadro. Acompanhei o caso de uma criança que, enquanto despejava água num copo, era acometida pelo pensamento ruim de que pessoas de sua família poderiam sofrer um acidente e, para impedir que isso acontecesse, era obrigada a voltar a água do copo para a jarra e da jarra para o copo até o pensamento desaparecer. Durante horas, ela repetia esse gesto até que os pais enchiam o copo por ela. Isso a fez sentir-se protegida e livre da ritualização. Geralmente, as obsessões têm cunho agressivo, catastrófico, e estão associadas a acidentes, doenças e mortes. Um exemplo é o da criança que começa a ter imagens dela própria brincando com um cachorrinho e, depois, atirando-o longe, contra uma parede.
INFLUÊNCIA PATERNA
Drauzio – Vocês conseguem identificar algo no comportamento dos pais que facilita o aparecimento de transtornos obsessivo-compulsivo?
Fernando Ramos Asbahr – No aparecimento em si, não; mas na perpetuação e intensificação dos sintomas, sim. Há pais que participam das manias e rituais. Lembro de uma criança que, enquanto estava assistindo a determinado programa, ninguém podia passar por trás da televisão e os pais, ao desviarem do caminho proibido, acabavam alimentando e perpetuando o ritual da criança.
Drauzio – Vamos voltar ao caso da criança que precisa jogar água no copo para espantar o pensamento de que a mãe poderia morrer. Com a perpetuação do ritual, o medo pode estender-se à morte do pai, do primo, do tio?
Fernando Ramos Asbahr – Em geral, sim. Não necessariamente com o mesmo conteúdo. No entanto, quanto mais ritualiza, maior o risco de amplificar o problema, pois o que ocorre primeiro é o pensamento ruim e a criança o associa ao que está fazendo naquele momento. Acompanhamos um paciente que não podia desligar a televisão com o controle remoto, se um pensamento ruim estivesse na sua cabeça. Acontece que, em praticamente todo o tempo de vigília, o pensamento estava ali e ele era obrigado a pedir a alguém para desligar o aparelho.
TRATAMENTO
Drauzio – Como deve ser enfrentado esse problema na criança? Como os pais devem ser orientados?
Fernando Ramos Asbahr – Em primeiro lugar, é preciso esclarecer os pais a respeito do que é sintoma da doença e do que não é e faz parte do desenvolvimento normal da criança. É muito comum eles acharem que o filho está “com frescura”, porque não consegue escolher uma roupa ou sair do banho antes de ter a sensação de que está completamente limpo.
Na verdade, a obediência a rituais pode atrapalhar não só a vida do paciente, mas a vida da família inteira. Muitos adultos mobilizam todas as pessoas da casa por causa de suas manias. Saber que isso é uma doença para qual há tratamento é o primeiro passo. Quanto mais for trabalhada a explicação sobre o transtorno, melhores serão os resultados do tratamento.
O passo seguinte vai depender muito da faixa etária do paciente. Há muita divergência sobre qual deve ser a primeira abordagem terapêutica. Em linhas gerais, tanto para adultos, quanto para crianças e adolescentes, existem dois tipos de tratamento: o medicamentoso e o não medicamentoso. O medicamentoso utiliza antidepressivos inibidores da serotonina. Outros tipos não funcionam. Entre os tratamentos não medicamentosos, o único comprovadamente eficaz é a terapia cognitivo-comportamental.
Drauzio – Em que consiste esse tipo de terapia?
Fernando Ramos Asbahr – O princípio básico é que a pessoa tem de expor-se à situação que gera ansiedade. Vamos pegar o exemplo da passagem de avião. Ficar no táxi, sem abrir a mala e aguentar a ansiedade subindo é o primeiro passo do tratamento. Brinco com as crianças que a ansiedade não passa do teto. Bate nele e começa a cair. Quanto mais elas conseguirem não realizar o ritual, mais depressa esse sintoma irá desaparecer.
No entanto, é preciso respeitar uma hierarquização no desenvolvimento desse processo terapêutico. O ideal é começar sempre pelos sintomas mais brandos. A chance de sucesso é zero, se começarmos pelos mais difíceis.
Recentemente, foi publicado um trabalho apontando que associar medicamentos à terapia cognitivo-comportamental traz melhores resultados do que se cada tipo de tratamento fosse utilizado isoladamente. Embora pessoalmente defenda a combinação desses dois métodos, cabe a ressalva de que, na infância, se não houver maior gravidade, deve-se iniciar sempre com o tratamento não medicamentoso.
PERGUNTAS ENVIADAS POR E-MAIL
Adriana Sales Pereira de Oliveira – São Paulo/SP - Existem pessoas mais predispostas ao transtorno obsessivo-compulsivo ou todos estamos sujeitos a apresentar essa doença?
Fernando Ramos Asbahr – Existem pessoas com um tipo de personalidade que chamamos de obsessiva. São metódicas, organizadas, mas não estão necessariamente expostas à dúvida obsessiva nem cumprem rituais compulsivos. Essa característica, aliás, pode até jogar a seu favor na vida, não é disfuncional.
Pensava-se antigamente que quem tinha personalidade obsessiva iria desenvolver transtorno obsessivo-compulsivo em algum momento. Não é verdade. Hoje se sabe que alguns rituais começam mais cedo e não estão relacionados com uma característica de personalidade. Apesar disso, aparecimento precoce dos sintomas e histórico familiar da doença são fatores de risco para a manifestação do TOC.
Claudia Cristiane Espósito – São Paulo/SP - O que acontece com o cérebro que impede a pessoa de ter controle sobre si mesma?
Fernando Ramos Asbahr – Com certeza, não é um mecanismo único. Vários trabalhos mostram um desbalanço na comunicação de determinadas zonas do cérebro, especificamente na parte frontal (o córtex orbital) e nas estruturas mais profundas (núcleos de base) do quarteto cerebral. É como se o disco estivesse riscado ali. Tanto a medicação quanto a terapia cognitivo-comportamental ajudam a limpar um pouco esse disco e a fazer com que não pule a toda hora ou, dependendo da intensidade do transtorno, deixe definitivamente de pular.
Valderlúcia Aparecida Bacco – São Paulo/SP – Como devemos lidar com o portador de TOC?
Fernando Ramos Asbahr – Em primeiro lugar, estabelecendo o diagnóstico. Depois, encaminhando-o para tratamento. Um ponto importante – daí a média de nove anos que costuma separar o início dos sintomas da prescrição de um tratamento eficaz -, é que o portador de TOC esconde os sintomas, porque sente vergonha, o que é um absurdo, pois eles só se tornam evidentes quando a doença está muito grave.
Por isso, a família deve convencer a pessoa com transtorno obsessivo-compulsivo de que é portadora de uma doença para a qual existe tratamento e que ela não é a única no mundo a manifestar essa condição."
Site
www.astoc.org.br
Fonte do texto: http://drauziovarella.com.br/crianca-2/toc-transtorno-obsessivo-compulsino/
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domingo, 10 de fevereiro de 2013
Silas Malafaia De Frente Com Gabi - Completo - 03/02/2013
- Entrevista Polêmica -
Silas Malafaia de Frente Com Gabi.
Silas Malafaia De Frente Com Gabi - Completo - 03/02/2013
Publicado em 04/02/2013
Pr. Silas Malafaia em De Frente com Gabi...
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sexta-feira, 28 de setembro de 2012
Mostra Globo News no Festival do Rio
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quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
Empreendedor Brasileiro de Sucesso - Eike Batista
Caro leitor
Recomendo o Vídeo do empreendedor brasileiro Eike Batista.
"Eike Batista compartilha os segredos do bom empreendimento."
Fonte: http://g1.globo.com/videos/globo-news/conta-corrente/t/todos-os-videos/v/eike-batista-compartilha-os-segredos-do-bom-empreendimento/1778846/
Recomendo o Vídeo do empreendedor brasileiro Eike Batista.
"Eike Batista compartilha os segredos do bom empreendimento."
21/01/2012 20:39
O mega-empresário é o oitavo homem mais rico do mundo e
possui a maior fortuna individual do Brasil.
Em entrevista à repórter Sonia Bridi, ele fala sobre seus empreendimentos
e explica sua técnica para administrar e empreender grandes negócios.
Fonte: http://g1.globo.com/videos/globo-news/conta-corrente/t/todos-os-videos/v/eike-batista-compartilha-os-segredos-do-bom-empreendimento/1778846/
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
Reforma do Código Florestal em Debate
O projeto de lei que propõe a reforma do Código Florestal.
Enviado por tvmpf em 23/11/2011
Procuradores e especialistas em meio ambiente discutiram em audiência pública o projeto de lei que propõe a reforma do Código Florestal. Assista também entrevista com o subprocurador-geral da República Mario Gisi sobre o licenciamento de siderúrgicas e outras indústrias que consomem grande quantidade de produtos retirados das florestas.
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sexta-feira, 20 de maio de 2011
Fui traída. Logo eu!?
| Por que eles traem? | |
| Antropóloga abre discussão acerca da infidelidade masculina | |
| Por Maria Fernanda Schardong | |
Aconteceu. Aconteceu logo a mim... Orgulho imbecil. Todas
as mulheres acreditam-se singulares, todas pensam
que determinadas coisas não lhes podem acontecer e todas
se enganam.
que determinadas coisas não lhes podem acontecer e todas
se enganam.
O texto acima é retirado do livro “Mulher desiludida”, da escritora e feminista francesa Simone de Beauvoir. Na narrativa, a personagem principal descobre, depois de 22 anos de casamento, que seu marido é infiel. Mas não é preciso recorrer à literatura para conhecer casos de mulheres traídas. Na vida real, com a vizinha que mora ao lado ou até mesmo dentro de casa, todo mundo já ouviu falar de casos de infidelidade. E mais antiga até mesmo do que a própria traição é a pergunta: por que eles traem?
Com mais de 20 anos de pesquisa na área, a antropóloga Mirian Goldenberg busca compreender o que faz homens e mulheres serem tão diferentes. E um dos temas mais recorrentes em suas pesquisas é a infidelidade. Segundo ela, apesar da maioria dos infiéis serem do sexo masculino, a porcentagem de mulheres que andam pulando a cerca também vem crescendo. “Em minha pesquisa, 60% dos homens e 47% das mulheres afirmaram ter traído. A fidelidade permanece um valor, apesar das enormes mudanças nas relações amorosas na atualidade. Homens e mulheres traem. Homens e mulheres são traídos. A relação entre discursos, comportamentos e valores se mostra extremamente complexa e paradoxal quando a questão é a (in) fidelidade.”, afirma a antropóloga.
Em seu livro “Por que homens e mulheres traem”, da Editora Bestbolso, lançado em 2010, Mirian traz revelações surpreendentes quando o assunto é traição masculina. “Quando comecei a escrever sobre a Outra, encontrei uma entrevista da demógrafa Elza Berquó que se tornou fundamental para a minha pesquisa sobre infidelidade masculina. O que mais me despertou atenção foi o que ela chamou de determinismo social, uma situação que dá ao homem brasileiro mais chances de encontrar novas companheiras até a idade madura, já que é crescente o contingente de mulheres sozinhas. A maior mortalidade dos homens gera um superávit de mulheres. A demógrafa mostrou que a população brasileira está envelhecendo e que a composição da faixa mais idosa é majoritariamente de mulheres”.
Muitas mulheres e poucos homens. Essa, talvez, possa ser uma explicação razoável a respeito da infidelidade por parte deles. A oferta de mulheres sozinhas no mercado pode ser um motivo a mais para os homens na hora de trair. “Nossa pirâmide social está se transformando em uma pirâmide da solidão, principalmente para as mulheres.
De acordo com os dados demográficos, restam poucas opções para a mulher que envelhece: viver só ser casada com um homem que deve ter uma amante (ou mais de uma) ser a Outra ou se tornar lésbica. Aqui, viver só, que é uma opção de vida bastante desejada pelas mulheres dos países europeus, se torna um verdadeiro fracasso feminino, talvez o pior deles. Essa realidade me fez enxergar a infidelidade masculina com outros olhos. Longe de ser um problema individual, os dados demonstram que existe uma pressão demográfica para que os escassos homens disponíveis se dividam entre a quantidade excessiva de mulheres que buscam um marido”, sugere a antropóloga.
Empenhada em responder a famosa pergunta: afinal, por que eles traem? Mirian foi à campo e fez perguntas sobre as expectativas masculinas e femininas com relação ao casamento e à (in)fidelidade para 1.279 pessoas de classe média do Rio de Janeiro, com entre 18 e 50 anos. Ao responderem por que traem, as motivações foram muitas.
“Os homens se justificam por terem uma natureza propensa à infidelidade. Dos 444 homens que responderam ao questionário, 60% afirmaram que já traíram suas esposas ou namoradas. Eles apontaram, basicamente, um único problema no relacionamento: falta de compreensão”, explica Goldenberg. Mas a questão da traição não esbarra somente na dificuldade que os homens alegam ter de serem compreendidos por suas parceiras. Curiosidade, oportunidade, machismo e até os próprios hormônios masculinos foram citados na hora de justificar uma pulada de cerca.
Uma pergunta sem resposta. Apesar de inúmeras motivações que levem um homem a procurar satisfazer seus desejos fora do casamento, Mirian termina seu livro sem conseguir responder a pergunta que dá título ao mesmo. Entretanto, ela tem uma certeza: a infidelidade está muito longe de ser um fracasso individual. “Tentei mostrar que, como uma pérola rara, a fidelidade permanece como um valor fundamental dos modernos e tradicionais arranjos conjugais na cultura brasileira. Apesar de pesquisar a infidelidade há mais de duas décadas, de ter levantado inúmeras questões e de ter sugerido algumas hipóteses sobre o tema, chego ao final sem conseguir responder conclusivamente à pergunta do título deste livro: Por que homens e mulheres traem?”, finaliza ela.
domingo, 10 de abril de 2011
Blogger Mary Pop - "O Entrevistado" (Ciclo de Entrevistas)
Caro leitor
Concedi uma entrevista ao Engenharia no dia a dia ( sobre o papel dos Blogs como ferramenta de comunicação e de entretenimento, e expus a visão atual do Mary Pop e os projectos do mesmo.
Aguardo o seu comentário.
Rosemary Q.
Ciclo de entrevistas - Blog Mary Pop
A Engenharia no dia a dia, começa um ciclo de entrevistas com Administradores de Sites e Blogueiros.
Hoje a informação, o conhecimento e o entreterimento através de Sites e blogs tornou-se uma das ferramentas de comunicação mais populares e de grande abrangência, tendo um público no Brasil de 80% dos usuários de Internet, virando uma fonte de obtenção de informações, cultura e diversão.
Os blogs de diários, tornaram-se o “endereço virtual” e ferramenta de trabalho para profissionais liberais, jornalistas, professores, artistas, políticos e empresas, possibilitando a visibilidade e a comunicação entre o mercado e o seu trabalho.
A Engenharia no dia a dia, espera estar assim contribuindo para que novos blogueiros surjam e que sejam uma nova fonte de disseminação do conhecimento e entreterimento.
A primeira entrevistada é Rosemary Quintas do Blog Mary Pop que trata sobre temas da actualidade, assuntos de utilidade pública, educação e diversão entre outros...
Engenharia no dia a dia - Como Rosemary define o Mary Pop?
Rosemary - Ele é a vitrine do meu mundo.
Engenharia no dia a dia - Quanto tempo o Mary Pop existe?
Rosemary - Ele existe há dois anos e quatro meses.
Engenharia no dia a dia - Como surgiu a idéia e o nome do Mary Pop?
Rosemary - Eu queria um nome que fosse parecido comigo, assim bem do meu jeitinho. Portanto, a idéia surgiu por causa da "Miguxa", que é uma linda borboleta, ela virou a personagem na minha história "blogosférica", eu a criei e a utilizo nos meus blogs Mary Star e Perseverança no site diHITT. E o nome ficou bem sugestivo, ideal para brindá-lo com Mary Pop.
Engenharia no dia a dia - Como foi o início do Blog?
Rosemary - O começo do Blog Mary Pop, foi simples, na verdade eu estava só repassando informações e colocava tudo o que eu queria; sem nenhuma pretensão e também não tinha a mínima visão do que os leitores queriam e/ou gostavam. No entanto, contei com a ajuda de alguns blogueiros. Efectivamente, aprendi, mas tenho muito ainda para aprender. Se antes eu não me importava com o que eles queriam ler e, também, não me preocupava com a aparência do meu blog, hoje, eu me preocupo em manter a qualidade através da troca de idéias entre os meus seguidores sem perder as características do Blog. Antes, eu não publicava fotos, vídeos, não sabia utilizar os recursos que o blogger oferecia, então comecei a pesquisar bastante, observar muito, experimentava alguns aplicativos e recursos oferecidos pelo blogger e acertava, também errava muitas vezes. Aos poucos as dificuldades foram superadas e eu me deparava com os novos desafios, perseverante e com confiança em Deus permaneci firme e forte. Às vezes, me desesperava e pedia socorro aos amigos. Na verdade, o início não foi tão fácil assim, tentava, e eram tantas tentativas, que finalmente aprendi..., foi uma experiência e um aprendizado muito legal, prazeroso, também. E, que ainda está sendo. Claro!
Pois é...! Agora, pretendo superar outras limitações.
Engenharia no dia a dia - Visão pessoal de Rosemary por Rosemary?
Rosemary - Sou única. (Mas, às vezes, pareço que sou duas...(rs) Sou uma pessoa alegre... e de bom astral! Cheia de defeitos e de qualidades, como todo mundo.
Quem eu sou? Ah!...
Sou... Honesta, ciumenta, chata;
Otimista, artista, humorista, idealista;
Realista, humanista, flamenguista.
Realista, humanista, flamenguista.
Sou... Educadora, verdadeira, sincera;
Respeitadora, pacificadora, sonhadora;
Protetora, bagunceira, companheira;
Justiceira, feiticeira, faceira.
Sou... Extrovertida, amiga, amada;
Desejada, delicada, engraçada;
Exagerada, atrapalhada, equilibrada;
Distraída, educada, dedicada, desastrada.
Sou... Corajosa, carinhosa;
Nervosa, ansiosa;
Amorosa, fantasiosa, teimosa;
Generosa, esperançosa.
Sou... Fiel, responsável, amigável;
Amável, sensível, gentil.
Sou... Chorona, bobona, brincalhona.
Sou... Persistente, inteligente, crente, consciente;
Divergente, diferente, gente.
Sou... Romântica, simpática, dramática.
Sou... Palhaça, criança.
Sou... Criativa, comunicativa, intuitiva, emotiva.
Sou... Mãe!
Eu sou assim!
Rosemary.
Engenharia no dia a dia - Como você monta a pauta de assuntos do blog? E quantas horas por dia você dedica a esse trabalho?
Rosemary - Eu não tenho uma pauta preestabelecida, os temas aparecem de acordo com as necessidades das informações. Portanto, eles surgem de acordo com apreciação que faço das minhas leituras e a pauta está ligada directamente a minha sensibilidade, com que os assuntos são vistos em determinado momento e ainda dependem, também, dos fatos mais pungentes. Quanto ao horário de trabalho, confesso que trabalhava muito. Quando eu criei o blog Mary Pop trabalhava sete horas ou até mais, mas eu fazia um horário flexível, isto é, dividia as tarefas em três turnos. Sendo assim, pesquisava na Internet pela manhã, parava um pouco e depois editava e publicava no blog. Posteriormente, divulgava nas redes sociais. E, a noite pesquisava novamente e depois lia e respondia os e-mails.
Engenharia no dia a dia - Na opinião sua opinião, quais foram os principais motivos para o sucesso do blog?
Rosemary - Meu blog é bem visitado, mas ele ainda não atingiu seu ápice. Espero estar no caminho certo.
Engenharia no dia a dia - Você acha que existem muitos blogs bons? E, quais os blogs que você considera de alto nível no seu segmento?
Rosemary - Sim, com certeza. Considerando, apenas o segmento do meu blog, indico entre outros:
2- Aprendemos
Engenharia no dia a dia - Algum novo projecto que você pretende fazer na web?
Rosemary - Sim, tenho algumas idéias fervilhando na minha cabeça, creio que em breve, elas se concretizarão em projectos, eu já iniciei dois projectos. Produzi e editei vídeos e os publiquei no blog Mary Pop. Iniciei a construção de um site. Pretendo criar mais conteúdos interessantes e úteis para o maior número de leitores e divulgá-las nas redes sociais.
Engenharia no dia a dia - Quais as expectativas para o futuro do Mary Pop?
Rosemary - Pretendo intensificar a divulgação do meu Blog Mary Pop, posteriormente torná-lo um Blog de utilidade pública, assim dando-lhe uma visibilidade maior e que ele seja uma referência no seu segmento.
Engenharia no dia a dia - Hoje, vários colegas vivem e se dedicam a profissão de blogueiro, você vê o seu blog como uma profissão viável, ou como um meio de promoção profissional?
Rosemary - Alguns blogueiros vivem dessa actividade. Entretanto, o blogger Mary Pop ainda não dá essa base. No momento, ele é um trabalho que me dá muito prazer.
Engenharia no dia a dia - Quantos visitantes por dia em média você alcança? E quais as projecções de crescimento?
Rosemary - Ele alcança em média superior a quarenta visitantes por dia e com picos mensais de 1400 acessos; quanto à estimativa de crescimento do Blog, eu ainda não fiz as projecções, porém são promissoras.
Engenharia no dia a dia - Uma mensagem para os seus leitores
Rosemary -
Caro leitor,
Acesse o blog Mary Pop. Não hesite, comente!
Fico contente e super feliz com o seu comentário.
Saiba que para mim, você é muito importante.
Boa leitura!
Desde já, o agradeço.
Rosemary Quintas
Rosemary - Depoimento de um amigo
É fácil descobrir os motivos pelo qual a convivência com a Rosemary é muito agradável: são os valores e sentimentos que ela cultiva. Estes valores e sentimentos a modelam e fazem com que ela seja uma pessoa especial. Tudo isso se reflete no trabalho que a Rosemary realiza no blog Mary Pop. Nele encontramos o que eu classifico de bom sucesso, ou seja, nele encontramos o que é capaz de gerar o bem a todos e não somente a um número reduzido de pessoas.
Abraços.
Nelson MS - Fatos e Ângulos
Agradecimentos Especiais
Agradeço a Deus, aos meus amados filhos, aos meus grandes e queridos amigos Mara, Dorinha, Nélia, Rosemeire, Marcos, Sandra, Dora Lúcia, Dinamérica, Vera.
Quero agradecer ao meu queridíssimo "Miguxo" (in memória) Renato Trindade do Click Amigo, também a blogosfera e a todos que me enviaram e-mails informativos, actuais e de grande valia para todos nós.
"Cada novo amigo que ganhamos no decorrer da vida aperfeiçoa-nos e enriquece-nos, não tanto pelo que nos dá, mas pelo que nos revela de nós mesmos." (Miguel Unamuno)
Cordialmente e carinhosamente,
Rosemary Quintas - Blogger Mary Pop - http://rquintas.blogspot.com,
Mary Star -http://marystar.dihitt.com.br/ e Perseverança - http://perseveranca.dihitt.com.br/, no site do diHITT - http://www.dihitt.com.br/Miguxa
Engenharia no dia a dia - Que outros Blogs você recomendaria aos seus leitores?
Rosemary - Eu recomendo os blogs abaixo mencionados, pois eles primam pela qualidade e pelo conteúdo. Vamos lá!
Rosemary Quintas-Blogger Mary Pop
http://rquintas.blogspot.com
Fonte: http://engenharianodiaadia.blogspot.com/2011/04/ciclo-de-entrevistas-blog-mary-pop.html
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