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sábado, 21 de agosto de 2010

Prática do Cyberbulling

Cyberbullying preocupa 16% dos internautas
jovens no Brasil, diz pesquisa






A prática do cyberbullying, ou intimidação virtual, representa um dos maiores riscos da internet para 16% dos jovens brasileiros conectados à rede. Isso é o que mostra uma pesquisa realizada em fevereiro de 2010 pela Safernet, ONG de defesa dos direitos humanos na internet, envolvendo 2.160 internautas do país com idades entre 10 e 17 anos.



Esse mesmo estudo indica que 38% dos jovens reconhecem ter um amigo que já foi vítima de cyberbullying – quando sofrem atitudes agressivas, intencionais e repetitivas no universo virtual, vindas de uma pessoa ou de um grupo. Os números mostram, no entanto, que apenas 7% dos entrevistados já ouviram o desabafo de seus amigos sobre a vivência de situações de agressão e humilhação na internet.



Uma pesquisa global, da empresa de segurança Trend Micro, indica que um terço dos jovens ativos na internet já passou por situações semelhantes. Também por conta dessa prática agressiva, o Dia da Internet Segura, realizado em 55 países nesta terça-feira (9), teve o tema “pense antes de postar”, com um alerta sobre os perigos das informações que são divulgadas de forma irresponsável na web.



Consequências extremas



Um exemplo bastante conhecido sobre as consequências negativas e extremas do cyberbullying é o da jovem Megan Meier, que se suicidou nos Estados Unidos em 2006, aos 13 anos. A responsável pela intimidação virtual da jovem foi Lori Drew, de 49 anos. Ela criou um perfil falso no MySpace de um jovem de 16 anos para humilhar Megan, que teria espalhado boatos sobre sua filha. Ambas eram vizinhas e frequentavam a mesma escola em St. Louis, no Estado do Missouri.



Megan tinha histórico de depressão e passou a trocar mensagens com o "rapaz", que dizia ter acabado de se mudar para o mesmo bairro. Meses depois, o falso jovem rompeu a amizade virtual com Megan, em uma mensagem que dizia que "o mundo ficaria melhor sem ela". Em seguida, a jovem se enforcou.



Brasil

O Brasil não tem casos tão emblemáticos, mas a prática do cyberbullying também é comum por aqui. Comunidades e perfis falsos no Orkut, contas fraudulentas no Twitter e blogs anônimos são algumas das formas encontradas pelos agressores virtuais para atormentar suas vítimas.



Na comunidade “Sofro ou já sofri bullying”, no Orkut, por exemplo, é possível encontrar o depoimento anônimo de uma pessoa que diz ser agredida virtualmente por colegas de sua escola, em Salvador. “Ultimamente algumas meninas (mesmo eu mudando de sala, elas ainda me atormentam) andam me chamando de vaca pelo Orkut. Pelos comentários de fotos da minha melhor amiga. Ela já tentou apagar, mas sempre botam de novo”, escreveu a vítima, descrevendo em seguida algumas frases de suas agressoras.



O caso da ex-estudante de Turismo Geisy Arruda, que em novembro do ano passado foi hostilizada por ir à universidade usando um vestido curto, poderia ter se tornado um caso de cyberbullyng se a jovem não tivesse revertido a situação a seu favor. Depois de ser escoltada por policiais para sair da Uniban, em São Bernardo do Campo (SP), o vídeo dos estudantes xingando Geisy foi parar no YouTube e o link passou a ser twittado por diversos internautas brasileiros, contribuindo assim para a fama repentina da loira. A primeira reação de muitos internautas foi xingar e criticar a então estudante.



No meio do turbilhão, ela participou de diversos programas de TV, reportagens para os maiores veículos de comunicação nacionais e chegou a aparecer no “New York Times”. Passada a confusão, Geisy aproveita o lado bom da fama: terá destaque em desfiles no Carnaval, fez cirurgias estéticas pagas por simpatizantes e atraiu um público virtual de mais de 7 mil pessoas no Bate-Papo do UOL, no final de janeiro.


 

Fontes:

Texto:  http://www.olhardireto.com.br/noticias/exibir.asp?edt=24&id=82646
Imagem: http://wiki.dearbornschools.org/@api/deki/files/179/=cyberbullying.jpg


Leia mais: http://www.safernet.org.br/site/sid2010/noticias

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Guia Para o Uso Responsável da Internet

ONG lança cartilha com dicas de uso seguro da internet para pais e filhos






Site e livro impresso ajudam a identificar situações de cyberbullying.
Recomendação é de não responder a ameaças ou provocações.





O Comitê para a Democratização da Informática lançou nesta quarta-feira (28) uma nova cartilha com dicas para uma navegação segura na internet. Batizado de Guia Para o Uso Responsável da Internet 3.0, o livro pode ajudar crianças e adolescentes inclusive a não se tornarem criminosos sem saber.

Veja o site do Jornal Nacional

A campanha prevê um guia impresso para crianças, que traz encartado um CD com os textos dirigidos a pais e professores. A publicação contém dicas, orientações, sugestões de links, vídeos, reportagens, histórias em quadrinhos e jogos que ajudam a fixar o aprendizado. O manual também está online, no site http://www.internetresponsavel.com.br/, com áreas exclusivas para crianças, pais e professores.

Uma pesquisa divulgada por uma ONG que promove direitos humanos mostrou que 33% dos quase 2,2 mil estudantes entrevistados têm um amigo que já sofreu algum tipo de humilhação na internet.

Boa parte dos problemas ocorre porque muita gente não tem ideia do alcance da internet e não sabe se comportar no mundo virtual. Os especialistas lembram que a rede é como uma grande praça pública, com uma diferença: as informações e imagens divulgadas eletronicamente podem ser vidas por milhões de pessoas, copiadas e manipuladas - o que exige um cuidado extra.


"É como se a criança estivesse navegando em um novo espaço público, sem limite nenhum. Tem coisas boas, mas há coisas maliciosas, e conteúdos de violência que, se a criança navegar sem conhecimento dos pais, ela vai ser impactada", afirma o psicólogo Rodrigo Nejm, da SaferNet Brasil.


Na cartilha, as dicas são simples e levam em conta regras básicas da internet. A principal é: não informe dados pessoais, como endereço ou telefone. Pense antes de publicar qualquer conteúdo na rede. Saiba como identificar uma situação de cyberbullying, que é o uso da internet para humilhar ou ofender uma pessoa.

Outra recomendação é não responder a ameaças e provocações. Se souber de alguém que esteja sendo intimidado, avise um adulto em quem confie.



Fonte: http://g1.globo.com/jornal-nacional/

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