Mostrando postagens com marcador Sociedade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Sociedade. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

O Que é TOC?


TOC – TRANSTORNO OBSESSIVO-COMPULSIVO





"Dr. Fernando Ramos Asbahr é médico psiquiatra do Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, onde coordena o Ambulatório de Ansiedade na Infância e Adolescência.
Sempre que arrumo a mala antes de viajar, guardo a passagem no mesmo lugar. Mas, dentro do táxi que me leva ao aeroporto, preciso conferir se ela está mesmo na valise de mão. Eu sei que está, pois eu mesmo acabei de colocá-la ali, mas, se não der essa última olhada, não me tranquilizo. Entretanto, há pessoas que, numa situação como essa, não se contentam em dar só uma olhada. Precisam olhar dez, vinte, trinta vezes e, mesmo assim, continuam em dúvida e ficam ansiosas.
Nem sempre é fácil estabelecer o limite entre preocupação natural e ansiedade exagerada diante de um fato. O que se sabe é que algumas pessoas são dominadas por pensamentos repetitivos e persistentes que geram medo ou sensação de desconforto muito grande. Esses pensamentos desagradáveis as obrigam a repetir determinados rituais para aliviar a ansiedade. Essa é a principal característica do transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), um distúrbio que provoca alterações na maneira de pensar, no comportamento, nas emoções e que pode interferir no desempenho das atividades rotineiras de seus portadores, prejudicando muito a qualidade de vida.
O QUE É
Drauzio – É sinal de transtorno psiquiátrico eu ter de olhar a passagem antes de chegar ao aeroporto mesmo sabendo que ela está dentro da minha valise de mão?
Fernando Ramos Asbahr – Não necessariamente sinal de um transtorno, mas não deixa de ser uma dúvida obsessiva, porque persiste, e você só fica aliviado quando abre a mala e vê que a passagem está realmente onde a colocou.
O conceito de obsessão pressupõe um pensamento, que pode ser uma ideia, uma palavra, uma música, com a característica de invadir a mente repetida e incessantemente até que a pessoa o exclua, na maior parte das vezes, por algum ato que chamamos de compulsão ou ritual compulsivo. No seu exemplo, seria verificar se a passagem está realmente na mala.
É importante esclarecer que, em alguns momentos, todo o mundo pode apresentar rituais compulsivos. O joguinho infantil de não pisar nas riscas da calçada ou de pular determinados quadrados do chão é um comportamento ritualizado, um tipo de compulsão que faz parte do desenvolvimento normal da criança. No entanto, usando novamente seu exemplo, se a pessoa verificou uma vez, a passagem estava ali, verificou novamente – “Será que é a passagem daquele voo mesmo?” – e tornou a verificar, vinte, trinta vezes, a ponto de atrasar-se e perder o avião, está caracterizado o transtorno obsessivo-compulsivo, uma doença psiquiátrica que se manifesta pela ocorrência de obsessões e, na maior parte dos casos, de compulsões.
Drauzio – Quais são as principais características do transtorno obsessivo-compulsivo?
Fernando Ramos Asbahr – É a presença de obsessões e compulsões. As obsessões representam a parte mental da doença. O pensamento obsessivo funciona como um disco riscado, que fica repetindo sempre o mesmo ponto da gravação. Em geral, isso acontece contra a vontade da pessoa. Ela não quer pensar daquela forma, mas a ideia e as imagens persistem.
Assim acontece com a criança na escola que de repente imagina a mãe sendo atropelada na rua. Embora tente afugentar esse pensamento, ele fica patinando dentro de sua cabeça e o único jeito de controlar a ansiedade é realizar o ritual que caracteriza a compulsão: sair da classe e telefonar para a mãe. Ao ouvir que está tudo bem, que nada de errado aconteceu, a criança volta mais tranquila para a sala de aula. Dali a cinco minutos, porém, o pensamento retorna insistente, e ela tem necessidade de repetir o ritual do telefonema. A única maneira de livrar-se da obsessão é executar a compulsão, sempre obedecendo a certas regras. Esse é um processo que se acentua com o passar do tempo e pode tomar conta da vida dos portadores de transtorno obsessivo-compulsivo.
SINTOMAS
Drauzio – Qual a diferença exata entre obsessão e compulsão nesses casos?
Fernando Ramos Asbahr – A obsessão é mais um pensamento que invade a mente, e a compulsão, a necessidade incontrolável de praticar um ato para aliviar a ansiedade provocada pelo pensamento indesejado. Muitas vezes, porém, a obsessão pode não aparecer. É o caso da criança de 4 ou 5 anos que lava repetidamente as mãos. Dependendo de seu grau de desenvolvimento, se lhe perguntarmos por que faz isso, o máximo que conseguirá responder é que lava as mãos porque se sente bem e pronto!
Já no adulto é muito mais comum o pensamento obsessivo estar por trás do ritual compulsivo. ”Será que peguei a passagem ou a deixei em cima da cama?” é a dúvida que o obriga a abrir a mala repetidas vezes.


Drauzio – Você disse que é comum as crianças desenvolverem determinados rituais a que obedecem rigorosamente e que isso é absolutamente normal. Quando o processo se torna patológico?
Fernando Ramos Asbahr – A fronteira é tênue. Na verdade, é muito difícil saber quando a mania, como popularmente se diz, ou os rituais compulsivos caracterizam uma doença. O certo é que quanto mais interferirem na vida das pessoas, sejam elas crianças ou adultos, mais próximas estarão da doença.
É o caso da criança que se atrasa para a escola, porque não sabe se veste a camiseta azul ou a vermelha. Fica imaginando que, se puser a vermelha, alguma coisa poderá acontecer com sua mãe, mas que usar a azul pode lhe dar azar e fazer com que algo de errado aconteça com seu irmão pequeno.
No Ambulatório do Instituto de Psiquiatria, já atendemos crianças de três, quatro anos que berram quando não conseguem pisar primeiro com o pé direito na calçada ao descer do carro e obrigam os pais a darem uma volta a mais para que repitam o gesto da maneira que consideram acertada.
Na verdade, dos primeiros sintomas até o diagnóstico, costuma passar muito tempo.
FAIXA ETÁRIA E FREQUÊNCIA
Drauzio – Esses transtornos costumam aparecer com que idade?
Fernando Ramos Asbahr – Há relatos de crianças com obsessões e compulsões graves a partir dos três anos de idade. Nunca vi, mas já ouvi que crianças de dois anos e meio apresentaram a doença. Pessoalmente, já encontrei pacientes com três anos, três anos e pouco, que desenvolveram rituais.
Drauzio – O TOC sempre começa na infância?
Fernando Ramos Asbahr – Não necessariamente. Um dado importante, principalmente para os pais estarem atentos, é que trabalhos com grandes populações revelam que 80% dos casos de transtorno obsessivo-compulsivo diagnosticados em adultos se manifestaram antes dos 18 anos e 50%, antes dos 15 anos.
Drauzio – Qual é a frequência de TOC na população?
Fernando Ramos Asbahr – A frequência do TOC na população está entre 2% e 4%. Isso quer dizer que, numa escola com mil alunos, 20 vão apresentar algum grau de obsessão e compulsão. É importante destacar que quanto mais são realizados os rituais, maior a possibilidade de aumentar a frequência e a intensidade dos pensamentos obsessivos e o problema vai tomando conta da vida da pessoa.
CLASSIFICAÇÃO
Drauzio – Como pode ser classificado o transtorno obsessivo-compulsivo?
Fernando Ramos Asbahr – Existem dois tipos: o transtorno obsessivo-compulsivo subclínico e o transtorno obsessivo-compulsivo propriamente dito. O subclínico caracteriza-se pela presença de obsessões e rituais que se repetem com frequência, mas não atrapalham a vida da pessoa. São sintomas obsessivo-compulsivos (não gosto muito do termo transtorno obsessivo-compulsivo subclínico) que ocorrem nesses casos.
Quanto ao TOC propriamente dito, as obsessões persistem até que o exercício da compulsão alivie a ansiedade, e é comum os portadores dessa doença terem parentes em primeiro grau com sintomas muito semelhantes.

Drauzio – O distúrbio é mais comum nos meninos ou nas meninas?
Fernando Ramos Asbahr – Depende da faixa etária. Ao longo da vida, a frequência é a mesma nos dois sexos. Na infância, o transtorno obsessivo-compulsivo é mais frequente nos meninos. No final da adolescência, porém, o número de casos vai se igualando e a frequência passa a ser praticamente a mesma entre homens e mulheres.
Drauzio – Como os pais podem identificar que as manias próprias da infância, estão exageradas no seu filho?
Fernando Ramos Asbahr – Devem chamar atenção a intensidade e a frequência com que as manias se manifestam na criança. Em geral, os sintomas são mais intensos no ambiente familiar. Entretanto, quanto mais fora de casa aparecerem e mais envolverem a figura dos pais, mais grave será o quadro. Acompanhei o caso de uma criança que, enquanto despejava água num copo, era acometida pelo pensamento ruim de que pessoas de sua família poderiam sofrer um acidente e, para impedir que isso acontecesse, era obrigada a voltar a água do copo para a jarra e da jarra para o copo até o pensamento desaparecer. Durante horas, ela repetia esse gesto até que os pais enchiam o copo por ela. Isso a fez sentir-se protegida e livre da ritualização. Geralmente, as obsessões têm cunho agressivo, catastrófico, e estão associadas a acidentes, doenças e mortes. Um exemplo é o da criança que começa a ter imagens dela própria brincando com um cachorrinho e, depois, atirando-o longe, contra uma parede.
INFLUÊNCIA PATERNA
Drauzio – Vocês conseguem identificar algo no comportamento dos pais que facilita o aparecimento de transtornos obsessivo-compulsivo?
Fernando Ramos Asbahr – No aparecimento em si, não; mas na perpetuação e intensificação dos sintomas, sim. Há pais que participam das manias e rituais. Lembro de uma criança que, enquanto estava assistindo a determinado programa, ninguém podia passar por trás da televisão e os pais, ao desviarem do caminho proibido, acabavam alimentando e perpetuando o ritual da criança.
Drauzio – Vamos voltar ao caso da criança que precisa jogar água no copo para espantar o pensamento de que a mãe poderia morrer. Com a perpetuação do ritual, o medo pode estender-se à morte do pai, do primo, do tio?
Fernando Ramos Asbahr – Em geral, sim. Não necessariamente com o mesmo conteúdo. No entanto, quanto mais ritualiza, maior o risco de amplificar o problema, pois o que ocorre primeiro é o pensamento ruim e a criança o associa ao que está fazendo naquele momento. Acompanhamos um paciente que não podia desligar a televisão com o controle remoto, se um pensamento ruim estivesse na sua cabeça. Acontece que, em praticamente todo o tempo de vigília, o pensamento estava ali e ele era obrigado a pedir a alguém para desligar o aparelho.
TRATAMENTO
Drauzio – Como deve ser enfrentado esse problema na criança? Como os pais devem ser orientados?
Fernando Ramos Asbahr – Em primeiro lugar, é preciso esclarecer os pais a respeito do que é sintoma da doença e do que não é e faz parte do desenvolvimento normal da criança. É muito comum eles acharem que o filho está “com frescura”, porque não consegue escolher uma roupa ou sair do banho antes de ter a sensação de que está completamente limpo.
Na verdade, a obediência a rituais pode atrapalhar não só a vida do paciente, mas a vida da família inteira. Muitos adultos mobilizam todas as pessoas da casa por causa de suas manias. Saber que isso é uma doença para qual há tratamento é o primeiro passo. Quanto mais for trabalhada a explicação sobre o transtorno, melhores serão os resultados do tratamento.
O passo seguinte vai depender muito da faixa etária do paciente. Há muita divergência sobre qual deve ser a primeira abordagem terapêutica. Em linhas gerais, tanto para adultos, quanto para crianças e adolescentes, existem dois tipos de tratamento: o medicamentoso e o não medicamentoso. O medicamentoso utiliza antidepressivos inibidores da serotonina. Outros tipos não funcionam. Entre os tratamentos não medicamentosos, o único comprovadamente eficaz é a terapia cognitivo-comportamental.
Drauzio – Em que consiste esse tipo de terapia?
Fernando Ramos Asbahr – O princípio básico é que a pessoa tem de expor-se à situação que gera ansiedade. Vamos pegar o exemplo da passagem de avião. Ficar no táxi, sem abrir a mala e aguentar a ansiedade subindo é o primeiro passo do tratamento. Brinco com as crianças que a ansiedade não passa do teto. Bate nele e começa a cair. Quanto mais elas conseguirem não realizar o ritual, mais depressa esse sintoma irá desaparecer.
No entanto, é preciso respeitar uma hierarquização no desenvolvimento desse processo terapêutico. O ideal é começar sempre pelos sintomas mais brandos. A chance de sucesso é zero, se começarmos pelos mais difíceis.
Recentemente, foi publicado um trabalho apontando que associar medicamentos à terapia cognitivo-comportamental traz melhores resultados do que se cada tipo de tratamento fosse utilizado isoladamente. Embora pessoalmente defenda a combinação desses dois métodos, cabe a ressalva de que, na infância, se não houver maior gravidade, deve-se iniciar sempre com o tratamento não medicamentoso.


PERGUNTAS ENVIADAS POR E-MAIL
Adriana Sales Pereira de Oliveira – São Paulo/SP - Existem pessoas mais predispostas ao transtorno obsessivo-compulsivo ou todos estamos sujeitos a apresentar essa doença?
Fernando Ramos Asbahr – Existem pessoas com um tipo de personalidade que chamamos de obsessiva. São metódicas, organizadas, mas não estão necessariamente expostas à dúvida obsessiva nem cumprem rituais compulsivos. Essa característica, aliás, pode até jogar a seu favor na vida, não é disfuncional.
Pensava-se antigamente que quem tinha personalidade obsessiva iria desenvolver transtorno obsessivo-compulsivo em algum momento. Não é verdade. Hoje se sabe que alguns rituais começam mais cedo e não estão relacionados com uma característica de personalidade. Apesar disso, aparecimento precoce dos sintomas e histórico familiar da doença são fatores de risco para a manifestação do TOC.
Claudia Cristiane Espósito – São Paulo/SP - O que acontece com o cérebro que impede a pessoa de ter controle sobre si mesma?
Fernando Ramos Asbahr – Com certeza, não é um mecanismo único. Vários trabalhos mostram um desbalanço na comunicação de determinadas zonas do cérebro, especificamente na parte frontal (o córtex orbital) e nas estruturas mais profundas (núcleos de base) do quarteto cerebral. É como se o disco estivesse riscado ali. Tanto a medicação quanto a terapia cognitivo-comportamental ajudam a limpar um pouco esse disco e a fazer com que não pule a toda hora ou, dependendo da intensidade do transtorno, deixe definitivamente de pular.
Valderlúcia Aparecida Bacco – São Paulo/SP – Como devemos lidar com o portador de TOC?
Fernando Ramos Asbahr – Em primeiro lugar, estabelecendo o diagnóstico. Depois, encaminhando-o para tratamento. Um ponto importante – daí a média de nove anos que costuma separar o início dos sintomas da prescrição de um tratamento eficaz -, é que o portador de TOC esconde os sintomas, porque sente vergonha, o que é um absurdo, pois eles só se tornam evidentes quando a doença está muito grave.
Por isso, a família deve convencer a pessoa com transtorno obsessivo-compulsivo de que é portadora de uma doença para a qual existe tratamento e que ela não é a única no mundo a manifestar essa condição."
Site
www.astoc.org.br

Fonte do texto: http://drauziovarella.com.br/crianca-2/toc-transtorno-obsessivo-compulsino/
Fonte da imagem: http://alessandramachado.com.br/wp-content/uploads/2012/04/transtornoobssessivocompulsivo-610x199.png

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

A Paz Que Todos Nós Queremos


A Paz Que Todos Nós Queremos!







claudia fuchs·Publicado em 14/02/2013
"Vídeo sobre a letra da música Paz de Gabriel o Pensador. Na música Gabriel retrata as dificuldades da sociedade, as injustiças sociais, enfim, diversas situações vivenciadas pela sociedade e que levam a outras violências. Mostra a violências e os maus governantes como causa, bem como fala sobre o "custo da paz". Ao final discorre sobre os culpados destas situações nos versos: "Quem é o grande culpado? O ladrão que tem cem anos de perdão ou você que vota errado?" 
"Segue a letra da música: "
"Paz"
Gabriel - O Pensador

"Aqui se planta
Aqui se colhe
Mas para a flor nascer é preciso que se molhe
É preciso que se regue pra nascer a flor da paz,
É preciso que se entregue com amor e muito mais

É preciso muita coisa e que muita coisa mude
Muita força de vontade e atitude
Pra poder colher a paz, tem que correr atrás e tem que ser ligeiro!
Pra poder colher a fruta é preciso ir a luta, e tem que ser guerreiro!

(PELA PAZ A GENTE CANTA A GENTE BERRA, PELA PAZ EU FAÇO MAIS EU FAÇO GUERRA)

Eu vou a luta
Eu vou armado de coragem e consciência
Amor, esperança,
A injustiça é a pior das violências
Eu quero paz, eu quero mudança
É, dignidade pra todo o cidadão
Mais respeito, menos discriminação
Desigualdade, não, impunidade, não
Não me acostumo com essa acomodação

Eu me incomodo e não consigo ser assim
Porque eu preciso da paz
Mas a paz também precisa de mim
A paz precisa de nós, a paz precisa de nós
Da nossa luta, da nossa voz

Paz, aonde tu estas?
Aonde você vive?
Aonde você jaz?
É... Onde você mora?
Onde te encontramos?
Onde você chora?

Onde nós estamos?
Onde te enterramos?
Que lar você habita?
Onde nó erramos?
Volta, ressuscita!

Será que a paz morreu?
Será que a paz tá morta?
Será que não ouvimos quando a paz bateu na porta?

A paz que não tem vaga na porta da escola,
A paz vendendo bala,
A paz pedindo esmola,
A paz cheirando cola, virando a adolescência,
Atrás de uma pistola, virando violência.

Será que a paz existe?
Será que a paz é triste?
Será que a paz se cansa da miséria e desiste?
A paz que não tem vez
A paz que não trabalha
A paz fazendo bico, ganhando uma migalha,
No fio da navalha
Dormindo no jornal
Atrás de uma metralha
Virando marginal.

(PELA PAZ A GENTE CANTA A GENTE BERRA, PELA PAZ EU FAÇO MAIS EU FAÇO GUERRA)

Será que a paz ataca?
Será que a paz tá fraca?
Será que a paz quer mais do que viver numa barraca?
A paz que não tem terra
A paz que não tem nada
A paz que só se ferra
A paz desesperada
A paz que é massacrada lutando por justiça
Atrás de uma enxada, virando terrorista.

Será que a paz assusta?
Será que a paz é justa?
Será que a paz tem preço?
Quanto é que o preço custa!
A paz que não tem raça
Nem boa aparência,
A paz não vem de graça
A paz é conseqüência,
A paz, que a gente faça
Sem peso e sem medida
A paz dessa fumaça
A paz virando vida.
A paz que não tem prazo
A paz que pede urgência
Não vai ser por acaso
A paz é conseqüência
Não é coincidência nem coisa parecida
A paz a gente faz feito um prato de comida.

(PELA PAZ A GENTE CANTA A GENTE BERRA, PELA PAZ EU FAÇO MAIS EU FAÇO GUERRA)

"Eu vou à luta
Eu vou armado de coragem e consciência
Amor e esperança,
A injustiça é a pior das violências
Eu quero paz
Eu quero mudança
A violência não é só dos traficantes
A covardia não é só a dos policiais
A violência também é dos governantes
Dos homens importantes
Não sei quem mata mais!

Como é que a gente faz,
Pra medir a violência na emergência dos hospitais
A dor e o sofrimento
Os filhos que não nascem
Os pais que morrem sem atendimento
Qual é a gravidade de um roubo milionário praticado por alguma autoridade?
Que tem imunidade e compra a liberdade
Enquanto o cidadão honesto vive atrás das grades
Com medo de um assalto à mão armada
Pagando imposto alto e não recebendo nada
Qual é o grau do perigo?
Da falta de escola e de emprego de prisão e de abrigo?
Qual é o pior inimigo?
Os pais da corrupção
Ou os filhos do mendigo?
Quem é o grande culpado?
O ladrão que tem cem anos de perdão ou você que vota errado?"
  • Categoria

  • Licença

    Licença padrão do YouTube

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Silas Malafaia De Frente Com Gabi - Completo - 03/02/2013


- Entrevista  Polêmica -  
Silas Malafaia de Frente Com Gabi.






Silas Malafaia De Frente Com Gabi - Completo - 03/02/2013

Publicado em 04/02/2013

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Eduardo Galeano - El Derecho al Delirio (Legend)






Enzo De León
Enviado em 03/07/2011
Estos videos son de todos para todos, si más personas los ven, los mensajes se perpeturán y tendrán el sentido de existir.
Si a usted le gustó alguno de ellos, por favor comparta el "link encima" con sus amigos y conocidos.
Gracias, esperanza y fe siempre.
--------------------------------------------------------------------------------­---------
These videos are from all to all, if more people that see them, the messages will be perpetuated and will have the sense of existing.
If you liked any of them, please share the "link up" with friends and acquaintances.
Thanks, hope and faith forever.
--------------------------------------------------------------------------------­----


Gracias Eduardo,
Estoy siempre haciendo apuestas que las cosas van a mejorar, perdí muchas veces de las que gané, pero las poquitas veces que gané, valieron todas las veces que perdí.



"Soy un cabeza dura y porfiado Che, que te lo diga mi mate que me aguanta a tanto tiempo, es amargo y caliente el loco Che, pero es un dulce y cálido compañero en la vida, delira junto conmigo, creo yo que sí!?!?".



Yo mando un montón de mensajes para un montón de personas en el mundo todo, soy un rompe bolas en estos asuntos!, unos me putean, otros no me dan bola, pero a otros les gusta y deliran con nosotros.



Quizás yo no tenga las mejores ideas, pero si les mostramos esta manera sabia de pensar y sentir, quien te diga le peguemos algunos que las tienen, te imaginas que lindo si alguno de ellos despierta para dar una ayudita, tendrá valido la pena delirar.



Yo no preciso verlos, pero estos mis delirios hermano, me dicen que muchos van a despertar, es la fe nerviosa de los que nunca se rendirán que me hace soñar.



Un fuerte abrazo, Enzo de Leon



CRÉDITOS - DECLAMACIÓN: EDUARDO GALEANO
Definición: Para qué sirve la "Utopía" por Fernando Berri
El Derecho al Delirio escrito por Eduardo Galeano
Entrevista a Eduardo Galeano, este trecho está direccionado a los movimientos populares (#Spanishrevolution_ M15 ) 
Vídeos Originales en el YouTube.com: Eduardo Galeano Sobre #Spanishrevolution_ M15 [1,2,3]



CRÉDITOS - DECLAMAÇÃO: EDUARDO GALEANO
Definição: Para que serve a "Utopia" por Fernando Berri
O Direito ao Delírio escrito por Eduardo Galeano
Entrevista a Eduardo Galeano, este fragmento está destinado aos movimentos populares (#Spanishrevolution_ M15 ) 
Vídeos Originais em YouTube.com: Eduardo Galeano Sobre #Spanishrevolution_ M15 [1,2,3]



CREDITS - DECLAMATION: EDUARDO GALEANO
Definition: What is use of "Utopia" by Fernando Berri
The Right to the Delirium written by Eduardo Galeano
Interview with Eduardo Galeano, this fragment is addressed to the popular movements (# Spanishrevolution_ M15)
Original Videos in YouTube.com: Eduardo Galeano Sobre Spanishrevolution_ M15 # [1,2,3]


sábado, 12 de janeiro de 2013

Projeto ViraVida


"Projeto ViraVida"





Publicado em 21/08/2012

Criado em 2008 pelo Conselho Nacional do SESI, o ViraVida é um projeto de atendimento a adolescentes e jovens" com idade entre 16 e 21 anos, vítimas de abuso ou exploração sexual. Por meio da parceria com o Sistema S, o programa oferece cursos profissionalizantes com duração média de um ano, além de atendimento psicossocial, médico, odontológico e reforço escolar. Um dos grandes diferenciais do ViraVida é a empregabilidade. O ingresso no mercado de trabalho tem se mostrado um grande caminho para mudanças efetivas na vida desses jovens.
  • Categoria

  • Licença

    Licença padrão do YouTube

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Dia Nacional do Leitor - 7 de Janeiro



Dia Nacional do Leitor  - 7 de Janeiro








A ARTE DE LER

"Mas graças a meus amigos por seu cuidado com minha educação, pois me ensinaram em boa hora a amar o estudo e a leitura."

ISAAC WATTS (1674-1748)



“(...) LER POR PRAZER.

Quanto mais você ler por prazer, melhor leitor se tomará. Algumas pessoas pouco leem além do Guia de TV e das seções de esporte, histórias em quadrinhos ou colunas de mexericos nos jornais. Todos têm coisas de que gostamos de ler por prazer, mas uma das coisas que a educação superior deve fazer por você é alargar os limites das coisas que você lê. Aceite também o fato de que você pode ler por prazer da mesma maneira que lê para aprender. Algumas coisas você pode querer ler bem devagar, até mesmo em voz alta ou dizendo as palavras para si mesmo enquanto lê. Outras coisas vai querer apenas ler por alto. Alguma vai querer lembrar depois de ler, outras não. Aqui você vai querer ser um leitor ativo, buscando as ideias importantes e incorporando-as ao seu cabedal de conhecimentos. Algumas coisas você vai querer ler por causa da forma como foram escritas. Esteja atento ao estilo do que lê. Se fizer isso, aumentará seu prazer de ler e quando você aumenta o seu prazer na leitura toma-se um melhor leitor. (...)”  

 (ISAAC WATTS )


Fontes:


Texto: http://www.clovis.massaud.nom.br/artigos14.htm
Imagem: http://sphotos-a.xx.fbcdn.net/hphotos-ash3/c0.0.403.403/p403x403/563804_10151196704642717_465055874_n.jpg


quarta-feira, 21 de novembro de 2012

CAMPANHA DO C.N.M.P. "CONTE ATÉ DEZ"


Participe da Campanha Nacional!  "Conte até 10"



Morte por motivo fútil é alvo de campanha nacional

Uma discussão durante uma festa por causa do excesso de sal na carne do churrasco acaba em morte.

Outra desavença, ocorrida porque uma pessoa não quis informar a hora, também resulta em homicídio.

Levantamento feito pelo C.N.M.P. (Conselho Nacional do Ministério Público) em 15 Estados e no Distrito 

Federal mostra que situações como essas são mais comuns do que se pode imaginar.

Em São Paulo, por exemplo, em 83% dos homicídios dolosos (intencionais) esclarecidos pela polícia, 
constatou-se que a causa do crime foi motivo fútil ou impulso.
Em outros Estados, como o Rio de Janeiro e o Paraná, esse índice é menor, 27% e 24%, respectivamente.

Independentemente da porcentagem, o C.N.M.P. considera que crimes como esses poderiam ter sido evitados. 
São mortes motivadas por briga, ciúme, conflito agrário, discussão no trânsito, homofobia, intolerância
 religiosa, racismo, vingança e violência doméstica.




"Muitas vezes, vemos que uma pessoa que não é uma assassina contumaz mata alguém por motivo fútil. 
Essa pessoa acaba com a vida de outra e com a sua própria. Se não estivesse de cabeça quente,
 não teria cometido o homicídio. É esse tipo de crime que queremos evitar", afirmou a juíza Taís Ferraz, 
conselheira do C.N.M.P.

Por conta disso, o órgão, em parceria com o Ministério da Justiça e o Conselho Nacional de Justiça,
 lança hoje a campanha publicitária "Conte até 10".

Nos próximos dias, jornais, emissoras de rádio e TV veicularão informes publicitários, vídeos e
 jingles orientando as pessoas a se acalmarem e contarem até dez para evitarem confrontos.

A ideia é reduzir a quantidade de mortes no país. Só no ano passado, cerca de 43 mil pessoas foram assassinadas.

Pesquisador na área de segurança pública, Daniel Cerqueira diz que, pelos dados disponíveis hoje,
 não é possível concluir que a maioria dos homicídios ocorreu por motivos fúteis, porque o índice 
de esclarecimento de crimes ainda é baixo no país.

A campanha publicitária custou R$ 370 mil e será estrelada pelos lutadores de M.M.A .
(artes marciais mistas, na sigla em inglês) Anderson Silva e Júnior Cigano e pelos judocas 
medalhistas olímpicos Sarah Menezes e Leandro Guilheiro. Nenhum deles cobrou cachê.

O C.N.M.P. lançará também um jogo que vai testar a paciência das pessoas. Os personagens do game, 
que estará disponível no site do C.N.M.P. e para celulares, são os quatro atletas da campanha.

No ano que vem, por meio de uma parceria com o Ministério da Educação, a campanha deverá ser estendida 
para escolas da rede pública.



"A passagem do tempo deve ser uma conquista e não uma perda."
"Viver é a única coisa que não dá para deixar para depois."


Pedro Oliveira




quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Livre-se dos Engarrafamentos






A Internet ajuda você, a se livrar dos engarrafamentos.

"Veja como a internet pode ajudar a lidar com o trânsito de todo dia 
Não é solução para os engarrafamentos, mas pode ajudar a, pelo menos, economizar alguns minutos preciosos."






Leia a matéria na íntegra
A primeira dica dos esforços da tecnologia para tentar facilitar um pouco sua vida 
no trânsito é também a mais óbvia: a seção de mapas do maior buscador online. 
Aqui é possível monitorar o trânsito em tempo real. Quem usa garante que o serviço 
funciona muito bem. Para ganhar alguns minutos preciosos no seu dia, não 
custa checar as condições do seu caminho antes de sair de casa. Fuja 
das vias marcadas em vermelho; por ali, o trânsito deve estar literalmente parado! 
Aproveite o mapa para buscar rotas alternativas... Se preferir, digite o endereço 
de destino e o site calcula o tempo estimado do percurso a ser percorrido, já 
levando em conta o trânsito. Para quem já estiver fora de casa, o serviço 
também está disponível gratuitamente em smartphones e tablets com acesso 
à internet.
Outra opção são sites que oferecem acesso às câmeras de monitoramento 
do trânsito em tempo real. Assim é possível conferir a situação das vias de
 maior movimento nas principais capitais do país. Nós encontramos acesso 
a câmeras em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Salvador. Esta é 
outra dica valiosa para fugir de congestionamentos e optar por caminhos 
alternativos. Vale a pena dedicar alguns minutos antes de sair de casa... 
Para quem mora em São Paulo, existe ainda este monitor que aponta a 
tendência do trânsito e as regiões com maiores índices de lentidão.


Fonte: http://olhardigital.uol.com.br/negocios/central_de_videos/veja-como-a-internet-pode-ajudar-a-lidar-com-o-transito-de-todo-dia

 Links da Matéria
Monitor São Paulo  Câmeras Belo Horizonte  Câmeras Salvador  Câmeras Rio de Janeiro  Câmeras São Paulo  Carona Brasil  Google Maps  Carona Segura  O Carona 


terça-feira, 28 de agosto de 2012

Rio Patrimônio da Humanidade




Museu debate Rio Patrimônio da Humanidade
A museóloga Mariana Várzea, superintendente de Museus da Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro, e o arquiteto  André Zambelli, gerente de Pesquisas Urbanísticas da Prefeitura do Rio, serão os convidados da série Conversas no Museu nesta terça-feira, 28 de agosto, às 10h.
Mariana e André baterão um papo com o mediador e o público sobre o que significa, para o Rio de Janeiro, a cidade ter sido escolhida pela Unesco como Patrimônio da Humanidade na categoria Paisagem Cultural.
Conversas no Museu começa às 10h na sala multimídia do Museu do Meio Ambiente – Rua Jardim Botânico, 1008. Entrada franca.

Artaud, a realidade é doida varrida
ArtaudA peça, que marcou época e ficou sete anos em cartaz, nos anos 90, com a interpretação do saudoso Rubens Corrêa, ganhou uma reedição em 2012 pelas mãos do ator Marcos Fayad. Criado a partir de uma coletânea de textos do dramaturgo, poeta, ator e diretor francês Antonin Artaud, o espetáculo faz uma reflexão profunda sobre a vida e o teatro, a realidade e a loucura.
"Artaud" está em cartaz de sexta a domingo no Galpão das Artes do Espaço Tom Jobim, até 23 de setembro. Ingressos a R$40,00 e R$20,00 (meia entrada). Classificação etária: 16 anos

"A Montanha dos Sete Abutres" no Cineclube do Jardim
A montanha dos sete abutresO filme "A Montanha dos Sete Abutres", considerado um dos melhores da carreira do cineasta Billy Wilder, será exibido na terça-feira, 28 de agosto. Na trama, Charles Tatum (Kirk Douglas), repórter veterano frustrado, vê sua chance de glória ao descobrir que um homem ficou acidentalmente preso em uma mina no Novo México. Ele manipula a situação e procura atrasar o resgate para ganhar mais tempo na mídia.
As sessões do Cineclube do Jardim acontecem sempre às terças, às 19h, no Centro de Visitantes. O endereço é Rua Jardim Botânico, 1008. Entrada franca.

Ciência e educação em palestra nos seminários de Pesquisa na ENBT
"Casa de Ciência, casa de educação: ações educativas do Museu Nacional (1818 - 1935)" é o tema da palestra de Paulo Rogério Marques Sily, na quarta-feira, 29 de agosto, às 10h, na Escola Nacional de Botânica Tropical (ENBT). Paulo Rogério é  graduado em História, com mestrado (UFF) e doutorado (UERJ) em Educação. Atualmente é professor de História e Coordenador do Programa de Iniciação Científica Júnior do Museu Nacional/Colégio Pedro II.
A ENBT fica na Rua Pacheco Leão, 2040, Horto. Entrada franca.

Palestra sobre os benefícios da chia
A nutricionista Vanderli Marchiori dará a paletra "Chia, o grão andino da longevidade", em 30 de agosto, às 15h, na Coleção de Plantas Medicinais do JBRJ. A coordenação do evento é de Ângela Porto e Yara Britto. Informações e inscrições: (21) 2294-6590. Patrocínio: Herbarium.



Vem aí: 2º Filmambiente – Festival Internacional de Audiovisual Ambiental. Dias 31 de agosto e 1, 2, 4, 5 e 6 de setembro. Sessões às 13h30 e às 15h30 no Museu do Meio Ambiente. Veja a programação em http://www.filmambiente.com/index.php/programacao-2012.html

Seminário Política Nacional de Resíduos Sólidos – dia 31/8 no Espaço Tom Jobim,  a partir das 13h. Organização: Jornal Valor e CEMPRE. Informações e inscrições em http://www.valor.com.br/seminarios/seminario/residuossolidos





LinkWithin

Related Posts with Thumbnails