Mostrando postagens com marcador Medicina. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Medicina. Mostrar todas as postagens
sexta-feira, 15 de março de 2013
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
O Que é TOC?
TOC – TRANSTORNO OBSESSIVO-COMPULSIVO

"Dr. Fernando Ramos Asbahr é médico psiquiatra do Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, onde coordena o Ambulatório de Ansiedade na Infância e Adolescência.
Sempre que arrumo a mala antes de viajar, guardo a passagem no mesmo lugar. Mas, dentro do táxi que me leva ao aeroporto, preciso conferir se ela está mesmo na valise de mão. Eu sei que está, pois eu mesmo acabei de colocá-la ali, mas, se não der essa última olhada, não me tranquilizo. Entretanto, há pessoas que, numa situação como essa, não se contentam em dar só uma olhada. Precisam olhar dez, vinte, trinta vezes e, mesmo assim, continuam em dúvida e ficam ansiosas.
Nem sempre é fácil estabelecer o limite entre preocupação natural e ansiedade exagerada diante de um fato. O que se sabe é que algumas pessoas são dominadas por pensamentos repetitivos e persistentes que geram medo ou sensação de desconforto muito grande. Esses pensamentos desagradáveis as obrigam a repetir determinados rituais para aliviar a ansiedade. Essa é a principal característica do transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), um distúrbio que provoca alterações na maneira de pensar, no comportamento, nas emoções e que pode interferir no desempenho das atividades rotineiras de seus portadores, prejudicando muito a qualidade de vida.
O QUE É
Drauzio – É sinal de transtorno psiquiátrico eu ter de olhar a passagem antes de chegar ao aeroporto mesmo sabendo que ela está dentro da minha valise de mão?
Fernando Ramos Asbahr – Não necessariamente sinal de um transtorno, mas não deixa de ser uma dúvida obsessiva, porque persiste, e você só fica aliviado quando abre a mala e vê que a passagem está realmente onde a colocou.
O conceito de obsessão pressupõe um pensamento, que pode ser uma ideia, uma palavra, uma música, com a característica de invadir a mente repetida e incessantemente até que a pessoa o exclua, na maior parte das vezes, por algum ato que chamamos de compulsão ou ritual compulsivo. No seu exemplo, seria verificar se a passagem está realmente na mala.
É importante esclarecer que, em alguns momentos, todo o mundo pode apresentar rituais compulsivos. O joguinho infantil de não pisar nas riscas da calçada ou de pular determinados quadrados do chão é um comportamento ritualizado, um tipo de compulsão que faz parte do desenvolvimento normal da criança. No entanto, usando novamente seu exemplo, se a pessoa verificou uma vez, a passagem estava ali, verificou novamente – “Será que é a passagem daquele voo mesmo?” – e tornou a verificar, vinte, trinta vezes, a ponto de atrasar-se e perder o avião, está caracterizado o transtorno obsessivo-compulsivo, uma doença psiquiátrica que se manifesta pela ocorrência de obsessões e, na maior parte dos casos, de compulsões.
Drauzio – Quais são as principais características do transtorno obsessivo-compulsivo?
Fernando Ramos Asbahr – É a presença de obsessões e compulsões. As obsessões representam a parte mental da doença. O pensamento obsessivo funciona como um disco riscado, que fica repetindo sempre o mesmo ponto da gravação. Em geral, isso acontece contra a vontade da pessoa. Ela não quer pensar daquela forma, mas a ideia e as imagens persistem.
Assim acontece com a criança na escola que de repente imagina a mãe sendo atropelada na rua. Embora tente afugentar esse pensamento, ele fica patinando dentro de sua cabeça e o único jeito de controlar a ansiedade é realizar o ritual que caracteriza a compulsão: sair da classe e telefonar para a mãe. Ao ouvir que está tudo bem, que nada de errado aconteceu, a criança volta mais tranquila para a sala de aula. Dali a cinco minutos, porém, o pensamento retorna insistente, e ela tem necessidade de repetir o ritual do telefonema. A única maneira de livrar-se da obsessão é executar a compulsão, sempre obedecendo a certas regras. Esse é um processo que se acentua com o passar do tempo e pode tomar conta da vida dos portadores de transtorno obsessivo-compulsivo.
SINTOMAS
Drauzio – Qual a diferença exata entre obsessão e compulsão nesses casos?
Fernando Ramos Asbahr – A obsessão é mais um pensamento que invade a mente, e a compulsão, a necessidade incontrolável de praticar um ato para aliviar a ansiedade provocada pelo pensamento indesejado. Muitas vezes, porém, a obsessão pode não aparecer. É o caso da criança de 4 ou 5 anos que lava repetidamente as mãos. Dependendo de seu grau de desenvolvimento, se lhe perguntarmos por que faz isso, o máximo que conseguirá responder é que lava as mãos porque se sente bem e pronto!
Já no adulto é muito mais comum o pensamento obsessivo estar por trás do ritual compulsivo. ”Será que peguei a passagem ou a deixei em cima da cama?” é a dúvida que o obriga a abrir a mala repetidas vezes.
Drauzio – Você disse que é comum as crianças desenvolverem determinados rituais a que obedecem rigorosamente e que isso é absolutamente normal. Quando o processo se torna patológico?
Fernando Ramos Asbahr – A fronteira é tênue. Na verdade, é muito difícil saber quando a mania, como popularmente se diz, ou os rituais compulsivos caracterizam uma doença. O certo é que quanto mais interferirem na vida das pessoas, sejam elas crianças ou adultos, mais próximas estarão da doença.
É o caso da criança que se atrasa para a escola, porque não sabe se veste a camiseta azul ou a vermelha. Fica imaginando que, se puser a vermelha, alguma coisa poderá acontecer com sua mãe, mas que usar a azul pode lhe dar azar e fazer com que algo de errado aconteça com seu irmão pequeno.
No Ambulatório do Instituto de Psiquiatria, já atendemos crianças de três, quatro anos que berram quando não conseguem pisar primeiro com o pé direito na calçada ao descer do carro e obrigam os pais a darem uma volta a mais para que repitam o gesto da maneira que consideram acertada.
Na verdade, dos primeiros sintomas até o diagnóstico, costuma passar muito tempo.
FAIXA ETÁRIA E FREQUÊNCIA
Drauzio – Esses transtornos costumam aparecer com que idade?
Fernando Ramos Asbahr – Há relatos de crianças com obsessões e compulsões graves a partir dos três anos de idade. Nunca vi, mas já ouvi que crianças de dois anos e meio apresentaram a doença. Pessoalmente, já encontrei pacientes com três anos, três anos e pouco, que desenvolveram rituais.
Drauzio – O TOC sempre começa na infância?
Fernando Ramos Asbahr – Não necessariamente. Um dado importante, principalmente para os pais estarem atentos, é que trabalhos com grandes populações revelam que 80% dos casos de transtorno obsessivo-compulsivo diagnosticados em adultos se manifestaram antes dos 18 anos e 50%, antes dos 15 anos.
Drauzio – Qual é a frequência de TOC na população?
Fernando Ramos Asbahr – A frequência do TOC na população está entre 2% e 4%. Isso quer dizer que, numa escola com mil alunos, 20 vão apresentar algum grau de obsessão e compulsão. É importante destacar que quanto mais são realizados os rituais, maior a possibilidade de aumentar a frequência e a intensidade dos pensamentos obsessivos e o problema vai tomando conta da vida da pessoa.
CLASSIFICAÇÃO
Drauzio – Como pode ser classificado o transtorno obsessivo-compulsivo?
Fernando Ramos Asbahr – Existem dois tipos: o transtorno obsessivo-compulsivo subclínico e o transtorno obsessivo-compulsivo propriamente dito. O subclínico caracteriza-se pela presença de obsessões e rituais que se repetem com frequência, mas não atrapalham a vida da pessoa. São sintomas obsessivo-compulsivos (não gosto muito do termo transtorno obsessivo-compulsivo subclínico) que ocorrem nesses casos.
Quanto ao TOC propriamente dito, as obsessões persistem até que o exercício da compulsão alivie a ansiedade, e é comum os portadores dessa doença terem parentes em primeiro grau com sintomas muito semelhantes.
Drauzio – O distúrbio é mais comum nos meninos ou nas meninas?
Fernando Ramos Asbahr – Depende da faixa etária. Ao longo da vida, a frequência é a mesma nos dois sexos. Na infância, o transtorno obsessivo-compulsivo é mais frequente nos meninos. No final da adolescência, porém, o número de casos vai se igualando e a frequência passa a ser praticamente a mesma entre homens e mulheres.
Drauzio – Como os pais podem identificar que as manias próprias da infância, estão exageradas no seu filho?
Fernando Ramos Asbahr – Devem chamar atenção a intensidade e a frequência com que as manias se manifestam na criança. Em geral, os sintomas são mais intensos no ambiente familiar. Entretanto, quanto mais fora de casa aparecerem e mais envolverem a figura dos pais, mais grave será o quadro. Acompanhei o caso de uma criança que, enquanto despejava água num copo, era acometida pelo pensamento ruim de que pessoas de sua família poderiam sofrer um acidente e, para impedir que isso acontecesse, era obrigada a voltar a água do copo para a jarra e da jarra para o copo até o pensamento desaparecer. Durante horas, ela repetia esse gesto até que os pais enchiam o copo por ela. Isso a fez sentir-se protegida e livre da ritualização. Geralmente, as obsessões têm cunho agressivo, catastrófico, e estão associadas a acidentes, doenças e mortes. Um exemplo é o da criança que começa a ter imagens dela própria brincando com um cachorrinho e, depois, atirando-o longe, contra uma parede.
INFLUÊNCIA PATERNA
Drauzio – Vocês conseguem identificar algo no comportamento dos pais que facilita o aparecimento de transtornos obsessivo-compulsivo?
Fernando Ramos Asbahr – No aparecimento em si, não; mas na perpetuação e intensificação dos sintomas, sim. Há pais que participam das manias e rituais. Lembro de uma criança que, enquanto estava assistindo a determinado programa, ninguém podia passar por trás da televisão e os pais, ao desviarem do caminho proibido, acabavam alimentando e perpetuando o ritual da criança.
Drauzio – Vamos voltar ao caso da criança que precisa jogar água no copo para espantar o pensamento de que a mãe poderia morrer. Com a perpetuação do ritual, o medo pode estender-se à morte do pai, do primo, do tio?
Fernando Ramos Asbahr – Em geral, sim. Não necessariamente com o mesmo conteúdo. No entanto, quanto mais ritualiza, maior o risco de amplificar o problema, pois o que ocorre primeiro é o pensamento ruim e a criança o associa ao que está fazendo naquele momento. Acompanhamos um paciente que não podia desligar a televisão com o controle remoto, se um pensamento ruim estivesse na sua cabeça. Acontece que, em praticamente todo o tempo de vigília, o pensamento estava ali e ele era obrigado a pedir a alguém para desligar o aparelho.
TRATAMENTO
Drauzio – Como deve ser enfrentado esse problema na criança? Como os pais devem ser orientados?
Fernando Ramos Asbahr – Em primeiro lugar, é preciso esclarecer os pais a respeito do que é sintoma da doença e do que não é e faz parte do desenvolvimento normal da criança. É muito comum eles acharem que o filho está “com frescura”, porque não consegue escolher uma roupa ou sair do banho antes de ter a sensação de que está completamente limpo.
Na verdade, a obediência a rituais pode atrapalhar não só a vida do paciente, mas a vida da família inteira. Muitos adultos mobilizam todas as pessoas da casa por causa de suas manias. Saber que isso é uma doença para qual há tratamento é o primeiro passo. Quanto mais for trabalhada a explicação sobre o transtorno, melhores serão os resultados do tratamento.
O passo seguinte vai depender muito da faixa etária do paciente. Há muita divergência sobre qual deve ser a primeira abordagem terapêutica. Em linhas gerais, tanto para adultos, quanto para crianças e adolescentes, existem dois tipos de tratamento: o medicamentoso e o não medicamentoso. O medicamentoso utiliza antidepressivos inibidores da serotonina. Outros tipos não funcionam. Entre os tratamentos não medicamentosos, o único comprovadamente eficaz é a terapia cognitivo-comportamental.
Drauzio – Em que consiste esse tipo de terapia?
Fernando Ramos Asbahr – O princípio básico é que a pessoa tem de expor-se à situação que gera ansiedade. Vamos pegar o exemplo da passagem de avião. Ficar no táxi, sem abrir a mala e aguentar a ansiedade subindo é o primeiro passo do tratamento. Brinco com as crianças que a ansiedade não passa do teto. Bate nele e começa a cair. Quanto mais elas conseguirem não realizar o ritual, mais depressa esse sintoma irá desaparecer.
No entanto, é preciso respeitar uma hierarquização no desenvolvimento desse processo terapêutico. O ideal é começar sempre pelos sintomas mais brandos. A chance de sucesso é zero, se começarmos pelos mais difíceis.
Recentemente, foi publicado um trabalho apontando que associar medicamentos à terapia cognitivo-comportamental traz melhores resultados do que se cada tipo de tratamento fosse utilizado isoladamente. Embora pessoalmente defenda a combinação desses dois métodos, cabe a ressalva de que, na infância, se não houver maior gravidade, deve-se iniciar sempre com o tratamento não medicamentoso.
PERGUNTAS ENVIADAS POR E-MAIL
Adriana Sales Pereira de Oliveira – São Paulo/SP - Existem pessoas mais predispostas ao transtorno obsessivo-compulsivo ou todos estamos sujeitos a apresentar essa doença?
Fernando Ramos Asbahr – Existem pessoas com um tipo de personalidade que chamamos de obsessiva. São metódicas, organizadas, mas não estão necessariamente expostas à dúvida obsessiva nem cumprem rituais compulsivos. Essa característica, aliás, pode até jogar a seu favor na vida, não é disfuncional.
Pensava-se antigamente que quem tinha personalidade obsessiva iria desenvolver transtorno obsessivo-compulsivo em algum momento. Não é verdade. Hoje se sabe que alguns rituais começam mais cedo e não estão relacionados com uma característica de personalidade. Apesar disso, aparecimento precoce dos sintomas e histórico familiar da doença são fatores de risco para a manifestação do TOC.
Claudia Cristiane Espósito – São Paulo/SP - O que acontece com o cérebro que impede a pessoa de ter controle sobre si mesma?
Fernando Ramos Asbahr – Com certeza, não é um mecanismo único. Vários trabalhos mostram um desbalanço na comunicação de determinadas zonas do cérebro, especificamente na parte frontal (o córtex orbital) e nas estruturas mais profundas (núcleos de base) do quarteto cerebral. É como se o disco estivesse riscado ali. Tanto a medicação quanto a terapia cognitivo-comportamental ajudam a limpar um pouco esse disco e a fazer com que não pule a toda hora ou, dependendo da intensidade do transtorno, deixe definitivamente de pular.
Valderlúcia Aparecida Bacco – São Paulo/SP – Como devemos lidar com o portador de TOC?
Fernando Ramos Asbahr – Em primeiro lugar, estabelecendo o diagnóstico. Depois, encaminhando-o para tratamento. Um ponto importante – daí a média de nove anos que costuma separar o início dos sintomas da prescrição de um tratamento eficaz -, é que o portador de TOC esconde os sintomas, porque sente vergonha, o que é um absurdo, pois eles só se tornam evidentes quando a doença está muito grave.
Por isso, a família deve convencer a pessoa com transtorno obsessivo-compulsivo de que é portadora de uma doença para a qual existe tratamento e que ela não é a única no mundo a manifestar essa condição."
Site
www.astoc.org.br
Fonte do texto: http://drauziovarella.com.br/crianca-2/toc-transtorno-obsessivo-compulsino/
Fonte da imagem: http://alessandramachado.com.br/wp-content/uploads/2012/04/transtornoobssessivocompulsivo-610x199.png
Marcadores:
Comportamentos,
Doenças,
Drauzio Varella,
Educação,
Entrevistas,
Medicina,
Psicologia,
relacionamento,
saúde,
Sociedade
quarta-feira, 11 de abril de 2012
Dia Mundial da Voz - 16 de Abril
Dia Mundial da Voz - 16 de Abril
Cuide bem dela!
A voz é o instrumento de trabalho de aproximadamente 25% da população economicamente ativa, que dela depende todos os dias para alcançar o sucesso em suas ocupações. Por outro lado, o Brasil é o segundo país do mundo em incidência de câncer da laringe. Esta doença é evitável, pois está associada ao vício de fumar em aproximadamente 95% dos casos. É um câncer de fácil diagnóstico e altamente curável na fase inicial, quando se expressa apenas por umarouquidão. Mas lembre-se:
Rouquidão persistente (que dura mais de dez dias), deixa de ser uma simples infecção, precisa de tratamento médico e é considerada um dos 7 sinais de alerta de Câncer, segundo a União Internacional contra o Câncer - UICC
A voz do Professor é vulnerável ao tempo e ao uso inadequado, sem cuidados especiais, devendo ser tratada como voz profissional. As condições de sua rotina de vida e trabalho, apresentam situações estressantes e fatores de risco para a sua saúde vocal e geral.
DISTÚRBIOS VOCAIS E DISFONIAS
As DISFONIAS (distúrbios da voz) são apontadas pelos especialistas como um dos principais problemas diagnosticados em Professores. São causadas por alterações naprodução da voz (um dos seus principais instrumentos de trabalho), responsáveis pelo afastamento e/ou aposentadoria precoce de 2% dos 25.000 professores brasileiros. Existem relações entre a saúde vocal, os distúrbios da voz e as condições de trabalho.
UMA DISFONIA REPRESENTA QUALQUER DIFICULDADE NA EMISSÃO VOCAL QUE IMPEÇA A PRODUÇÃO NATURAL DA VOZ.
Essa dificuldade pode se manifestar por meio de uma série de alterações:
- pigarros
- ardência na garganta
- esforço à emissão da voz
- dificuldade em manter a voz
- cansaço ao falar
- variações na frequência habitual
- rouquidão
- falta de volume e projeção
- perda da eficiência vocal
- pouca resistência ao falar
- tensão na musculatura cervical
A disfonia é, na verdade, apenas um sintoma presente em vários e diferentes distúrbios, ora se manifestando como sintoma secundário, ora como principal. Além de expressarem as condições físicas dos professores, os problemas vocais também estão relacionados a aspectos emocionais, como o ambiente de trabalho e a organização do trabalho, que são temas da Ergonomia.
O indivíduo que padece de um distúrbio vocal sofre limitações de ordens física, emocional e profissional. A figura abaixo mostra a anatomia da garganta e a localização da laringe.

A SÍNDROME DE BURNOUT
A ocorrência do estresse ocupacional tem sido observado em todas as partes do mundo, como fator causal de mortalidade, morbidade e ruptura na saúde mental e bem-estar dos trabalhadores. O impacto dos fatores estressantes sobre profissões que requerem grau elevado de contato com o público, recebe o nome de Síndrome de Burnout. De origem inglesa, este termo significa: queimar, ferir, estar excitado, ansioso.
Essa doença é uma resposta emocional em consequência de relações intensas no ambiente de trabalho do Professor. Trata-se de uma resposta ao estresse emocional crônico, sentimentos relativos ao desempenho da profissão, representado por:
- exaustão física e emocional (contrastes entre tensão e tédio)
- a falta de reconhecimento, peso da crítica social e baixo salário
- baixa auto-estima e ausência de resultados percebidos no trabalho
- diminuição da realização pessoal no trabalho (competência, sucesso, depressão)
- despersonalização (distanciamento, separação, coisificação, insensibilidade, cinismo)
- envolvimento (pessoas, proximidade, atenção diferenciada)
BURNOUT É A REAÇÃO FINAL DO INDIVÍDUO EM FACE DAS EXPERIÊNCIAS ESTRESSANTES QUE SE ACUMULAM AO LONGO DO TEMPO.
Assim, podemos reunir os principais sintomas da Síndrome de Burnout em 4 grupos principais:
a) Psicossomáticos: fadiga crônica, dor de cabeça, distúrbios do sono, úlceras e problemas gástricos, dores musculares, perda de peso;
b)Comportamentais: falta ao trabalho, vícios (fumo, álcool, drogas, café);
c)Emocionais: irritabilidade, falta de concentração, distanciamento afetivo; e
d)Relativos ao trabalho: menor capacidade, ações hostis, conflitos, etc.
a) Psicossomáticos: fadiga crônica, dor de cabeça, distúrbios do sono, úlceras e problemas gástricos, dores musculares, perda de peso;
b)Comportamentais: falta ao trabalho, vícios (fumo, álcool, drogas, café);
c)Emocionais: irritabilidade, falta de concentração, distanciamento afetivo; e
d)Relativos ao trabalho: menor capacidade, ações hostis, conflitos, etc.
As situações de estresse contribuem para as condições de mau-uso e abuso da voz, que geram esforços e adaptações do aparelho fonador, deixando o profissional mais propenso ao desenvolvimento de uma disfonia.
Leia mais...
Fonte: http://www.ufrrj.br/institutos/it/de/acidentes/voz2.htm
Departamento de Otorrinolaringologia, Voz e Perturbações da Comunicação
Hospital de Santa Maria(CHLN)/Faculdade de Medicina de Lisboa
Apoio: Abbott Laboratórios, Lda.
Desenvolvido por AddSolutions, 2012
Assista ao vídeo Fábrica da Voz :
domingo, 18 de dezembro de 2011
O Que É Sinestesia?
Sinestesia
| Por Ana Lucia Santana |
A sinestesia é uma manifestação associada à interação entre esferas distintas dos sentidos convencionais. Ela pode se expressar no plano auditivo, olfativo, visual ou tátil, bem como no campo do paladar. Assim, a pessoa atingida por este fenômeno pode evocar o gosto de um doce ao escrever uma letra, ou relacionar uma determinada cor ao cheiro de uma flor.
Esta expressão provém do grego ‘syn’, que tem o sentido de ‘união’, e de ‘esthesia’, que significa ‘sensação’ – união de diferentes sensações. Ela também é amplamente utilizada na literatura para se referir a uma figura de linguagem, mais caracterizada como de estilo ou semântica, justamente para descrever contextos literários nos quais distintas imagens sensoriais se relacionam.
Este fenômeno é igualmente associado a estados neurológicos não patológicos, provenientes de condições de excitação da mente ou de doses elevadas de criatividade. Uma sensação nasce na mesma fonte de que, normalmente, outra percepção teria procedência, ou seja, um estímulo se origina do local de onde outro impulso sensorial teria seu ponto de partida. Daí visão e olfato, por exemplo, se confundirem em determinado momento.
Na épica obra do escritor francês Marcel Proust, Em Busca do Tempo Perdido, suas memórias são evocadas pelo sabor de uma madaleine, biscoito francês que evoca lembranças de paisagens, cheiros, sons e objetos que povoaram seu passado. A sinestesia, portanto, está totalmente presente no alterego do autor, Swann, protagonista desta viagem no tempo.
John Locke, em 1690, foi o pioneiro na descrição deste fenômeno, ao narrar a história de um cego que, ao meditar sobre o que não podia ver, acabou deduzindo o que era a tonalidade vermelha através da sonoridade emitida por uma trompa. Já nos anais da Medicina, o primeiro paciente a apresentar um comportamento sinestésico, em 1922, tinha por volta de quatro anos.
Embora muitos acreditem ser a sinestesia uma enfermidade, ela não apresenta traços patológicos, e pode ocorrer a todo instante com qualquer pessoa. É possível ler uma certa frase e sentir o cheiro de um perfume, ou escrever uma palavra e subitamente associá-la a uma determinada música.
Coincidência ou não, grande parte das pessoas que apresentam manifestações sinestésicas não são destras e apresentam dificuldade em discernir o lado direito do esquerdo. A sinestesia pode ser detectada por meio de instrumentos, através do Teste da Genuidade ou TG, o qual verifica de tempos em tempos a interação entre impulsos recepcionados pela mente e sua forma de reagir a eles.
Fontes
http://pt.wikipedia.org/wiki/Sinestesia
http://www.brasilescola.com/oscincosentidos/sinestesia.htm
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
Uso das Plantas Medicinais
| ||||
terça-feira, 19 de julho de 2011
Campanha de Doação de Medula Óssea
Campanha de Doação de Medula Óssea
07/2011 A Primeira Igreja Batista em Cosmorama realizará, no dia 20 de julho, das 9h às 16h,na sua sede, na Rua Cosmorama, 367, Cosmorama, Mesquita,a Campanha de Doação de Medula Óssea, para tentar encontrar um doador compatível com Tiago Prado Santos, de 04 anos de idade. Foi diagnosticado há pouco mais de um ano, que o pequeno Tiago estava com Leucemia. E o seu tratamento com quimioterapia e radioterapia, foi iniciado. As taxas de células cancerígenas em seu sangue foram zeradas... Em casa, começou a sentir-se mal e foi levado ao Hospital Marcílio Dias, onde havia iniciado seu tratamento. Infelizmente, foi constatada a volta da Leucemia. Agora, não há outra saída, Tiago necessita efetuar para sobreviver, o TRANSPLANTE DE MEDULA ÓSSEA – TMO, no prazo máximo de 65 dias. Leia mais: |
terça-feira, 5 de julho de 2011
Aborto: debate na TV Justiça, no STF, em junho de 2007 - parte 1 de 5
"ABORTO"
Você é a favor ou contra?
Assista os vídeos.
Vídeo -1 - Aborto: Debate na TV Justiça, no STF.
Vídeo 2 - http://youtu.be/6ersvTg8BG4
Vídeo 3 - http://youtu.be/GZrsroPFLeE
Vídeo 4 - http://youtu.be/9Y0WmL_i_tA
Vídeo 5 - http://youtu.be/Y96gqjpvUBg
Programa Fórum
"Legalização do Aborto em Debate"
Produção TV Justiça, 18/06/2007
Convidados:
- Ministro da Saúde do Governo Lula (Não compareceu)
- Lia Zanota, Representante da Rede Feminista de Saúde e de Direitos Reprodutivos no Conselho Nacional dos Direitos das Mulheres
- Advogado Celso Galli Coimbra
"Legalização do Aborto em Debate"
Produção TV Justiça, 18/06/2007
Convidados:
- Ministro da Saúde do Governo Lula (Não compareceu)
- Lia Zanota, Representante da Rede Feminista de Saúde e de Direitos Reprodutivos no Conselho Nacional dos Direitos das Mulheres
- Advogado Celso Galli Coimbra
Fonte: http://www.youtube.com/user/biodireitobioetica
Marcadores:
Comportamentos,
Direito,
Educação,
Justiça,
Links,
Medicina,
Mulher,
Política,
saúde,
Sites,
Televisão,
vídeos,
YouTube
sábado, 18 de junho de 2011
quarta-feira, 25 de maio de 2011
O Depoimento do Grande Psiquiatra e escritor Içami Tiba
Os valores herdados do Japão
![]() |
Içami TibaCotia / SP - Brasil70 anos, psiquiatra, escritor |

Meus pais eram bastante cultos para a época e sempre ouvi falar que ele havia tirado o meu nome a partir do seu. Yuki tem dois kanjis, que significam Yu (guenki = saúde) e ki (yorokobu = ficar contente, alegre). O primeiro ideograma sozinho deu origem ao meu nome Issami, que significa coragem com saúde (issamashii). Para ser usado como nome próprio, esse ideograma pode vir ou não acompanhado de ‘mi’ ou ‘mu’. Então, meu nome poderia ser tanto Issami quanto Issamu. Papai preferiu Issami, usando somente o kanji. Quando perguntava ao meu pai sobre o significado do meu nome, ele me respondia que eram os valores dos samurais: forte, valente, corajoso etc. Ficava bastante satisfeito com a resposta dele, pois sempre gostei do meu nome. Quando assisti à pré-estréia do filme "O Último Samurai", um dos kanjis na apresentação do filme era o ideograma do meu nome e a sua correspondente tradução na legenda: coragem. Um dos atributos dos samurais. Meus pais deveriam estar muito esperançosos comigo quando deram este nome para mim! Por uma questão de cartório, meu nome acabou sendo escrito com ‘ç’, mas poderia ter sido escrito com ‘ss’. Papai tinha orgulho de seu sobrenome e não aceitou a escrita portuguesa Chiba porque em japonês pronuncia-se ‘Tiba’.
Um dos valores dos japoneses é suportar sofrimentos sem reclamar. Até hoje, os japoneses, mesmo indo a médicos, não ficam reclamando de suas dores. Meus pais nunca nos falaram o quanto sofreram. Não havia dificuldades que meus pais não superassem. Reclamar é vergonhoso, agentar é ser honroso. Acredito que foi por isso que aprendi a suportar sofrimentos, aguentar frustrações, superar contrariedades. Birra? Nem pensar!!! Dificilmente filhos educados nessa linha desrespeitam seus pais, que tinham poder e autoridade reconhecidos por todos eles. De japonês, tenho a palavra, a ética. Aquilo que eu falo é. Posso até ter prejuízo, mas o que falo tem que ser mantido. O que me deixa bravo é essa questão de promessa, de cumprir palavra. Para mim, se não cumpre aí é difícil... Sou um cara disciplinado, esforçado, mas são coisas que trouxe lá de trás e sempre fui assim. De japonês também não tenho o costume de falar de mim se não for perguntado.
Tem uma época da minha vida que me considerava muito japonês no sentido mais pejorativo. Às vezes, japonês é tão seguro de si que acha não precisar de mais informação; que, se está bom está bom, não muda. Foi quando me formei e quando desenvolvi a teoria da adolescência. Achava que tudo estava errado, pesquisei e cheguei à teoria do desenvolvimento [hoje ‘relacional’.]. Nesse período, não queria ler nada, não quis fazer pós-graduação, tanto que não tenho mestrado nem doutorado. Só queria trabalhar, estudar e evoluir o que eu tinha. Foi um momento importante, porque fiz uma coisa nova, tinha que acreditar nela e divulgar. O que o Piaget fez para as crianças, fiz para os adolescentes. Nesse tempo, minha mulher dizia que eu me considerava onipotente, mas tinha que participar de congressos, precisava fazer cursos. Já eu achava que tinha que divulgar o que sabia e não aprender, me isolei. Só quando comecei a ouvi-la, mudei. Em uma ocasião eu quis comprar um terreno, mas Natércia me alertou para coisas que nem havia pensado: puxou minha orelha dizendo que nem tudo o que penso está certo. Apesar de ter frustrado meu empreendimento imobiliário, comecei a acordar.
Meu plano de trabalho sempre esteve mais voltado para o Ocidente. Mas com [o filho] Andre aconteceu uma coisa interessante. Com sete, oito anos, começou a perguntar para a gente por que a turma o chamava de japonês se nós não tínhamos muita convivência com japonês. Então falei ‘vamos para o Japão para conhecer’. Se eu explicar, vou falar do nissei que sou e não do Japão. Andre se interessou bastante pela língua, brinquedos, fala algumas palavras e entende razoavelmente. A menina ficou muito chocada quando visitamos Hiroshima. Fomos a passeio. No Japão tem alguns parentes de minha mãe, mas não temos contato com eles. Natércia aprendeu a cantar para as crianças, com a Kiku-chan e com amigos mestiços do Andre. Aliás, a Natércia também passou a conhecer comida japonesa e a prepará-la em casa, inclusive o sukiyaki, hoje uma especialidade do Andre.
Para mim, essa mistura da cultura japonesa com a brasileira foi excelente, um acréscimo, me quebra a dureza do japonês de um jeito muito gostoso. Quebra com amor e não por imposição, coisa que não aceitaria tão facilmente. No Japão, uma tradição antiga diz que, quando nasce uma filha o pai planta duas kiris [árvore muito valorizada para a fabricação de diversos produtos]: corta uma para dar a festa e a outra para fazer o enxoval. Cortou as árvores, acabou a história, pois [a mulher] só vale quando estiver em casa. Quando a mulher casa, é praticamente dada para outra família e a gente perde contato, passa a valer mais a família do homem. Pra mim, essas coisas eram muito radicais...
Mas há coisas boas também. Japonês, a primeira coisa que faz é olhar para o futuro, e não ficar só lamentando o passado. Minha visão é para o futuro. Nós brasileiros estamos assim porque nos incomodamos pouco com o nosso ambiente. Por isso, viajo pelo Brasil fazendo [palestras] aquilo que era o meu sonho de lá de trás, do médico de kombi, e deixar sementes. Livros são sementes que o destino leva por caminhos que o próprio autor desconhece. E, quando encontram terreno fértil, eles germinam gerando novas sementes, diferentes das originais. Estou no caminho do meu sonho. Dôo parte do livro “Quem ama educa” para a Enkyo, uma entidade nipo-brasileira de beneficência aos necessitados. É um resquício do que foi o Hospital Santa Cruz, na Vila Mariana, construído por japoneses e confiscado pelo governo na época da Guerra. Fora isso, colaboro com tudo o que se refere a dekassegui. Eu me considero um nikkei atuante.
Depoimento à jornalista Patrícia Rodrigues
Fotos de Renato Stockler e arquivo pessoal de Içami Tiba
Fonte: http://www.tiba.com.br/
Marcadores:
Brasil,
Comportamentos,
cultura,
Educação,
Escritores,
História,
Içami Tiba,
Japão,
Medicina,
Psicologia,
relacionamento
sábado, 2 de abril de 2011
Dia Mundial da Conscientização do Autismo - 02 de Abril
Autistas iluminam Cristo Redentor de azul para cobrar mais atenção à causa
Jornal do BrasilPaulo Marcio Vaz
O mundo, ou parte dele, está mais azul que o normal a partir desta sexta-feira. No Brasil, o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro; o Monumento às Bandeiras e o Viaduto do Chá, em São Paulo, e a Torre de Televisão, em Brasília recebem uma iluminação especial, enquanto espera-se que pessoas também saiam às ruas usando a cor que simboliza a luta contra o autismo, principalmente neste sábado, 2 de Abril, data escolhida como o dia mundial da síndrome que avança a passos largos em número de casos no mundo. Nos EUA, por exemplo, o autismo já é considerado oficialmente uma epidemia, enquanto no Brasil, sequer há estatísticas oficiais de ocorrência de casos.
Na noite desta sexta-feira, políticos como o prefeito do Rio, Eduardo Paes, e o senador Lindberg Farias (PT-RJ) estiveram no Cristo Redentor, quando a iluminação azul passou a iluminar a estátua. Além deles, dezenas de pais de autistas também compareceram.
Por todo o mundo, monumentos como a Torre Eiffel (França), o Radio City Music Hall (EUA), a Ópera de Sydney (Austrália) e o Parlamento Húngaro também serão iluminados em azul para lembrar da importância de se investir em pesquisa e atendimento aos autistas.
Luta desigual
Apesar do aparente apoio das autoridades brasileiras à causa, pais de autistas ainda travam, praticamente sozinhos, uma grande luta contra a falta de estrutura e investimentos dos setores público e privado na prevenção e diagnóstico da síndrome no país. Instituições privadas ligadas à causa, formadas geralmente por familiares de autistas, alertam que sobram casos de crianças com os sintomas, enquanto faltam diagnósticos, tratamentos, legislação, informações, pesquisas e estatísticas.
A bioquímica Mariel Mendes Lopes, da Universidade Federal Fluminense, é diretora da Associação em Defesa do Autista (Adefa). Presente ao Corcovado, apesar do actual cenário em relação ao autismo no Brasil, ela sai otimista do encontro com os políticos.
- Foi importante. Os políticos reconheceram que há um descaso com o autismo e se colocaram à disposição para iniciar um trabalho conosco, principalmente no sentido de criar políticas públicas adequadas para o diagnóstico e o tratamento do autismo.
Autismo x metais pesados
Mariel comanda uma pesquisa que investiga uma possível relação entre a presença de metais pesados no organismo e o desencadeamento da síndrome. Segundo ela, há indícios de que os metais tenham a ver com os factores que agem para o aparecimento dos sintomas, mas não para a causa da doença. - Ainda é cedo para chegarmos a uma conclusão. Mas temos indícios de que um dos factores que podem desencadear o autismo nas crianças é a presença de metais pesados no organismo. Os metais não causam a doença, mas acreditamos que o acúmulo dessas substâncias possa contribuir para que o processo se inicie.
O autismo não é uma doença, mas uma síndrome, já que os sintomas são multifatoriais e afectam diversos aspectos do organismo. Apesar de as causas ainda não terem sido descobertas, estudos recentes feitos no exterior já ligam o autismo a uma grave intoxicação do organismo por metais pesados, elementos presentes em diversos itens usados no dia a dia, que vão de utensílios de cozinha (panelas de ferro, alumínio e cobre, por exemplo) a alimentos e medicamentos. O autista tem extrema dificuldade para eliminar esses metais do organismo, e caso não faça uma dieta rigorosa desde os primeiros anos de vida, o aumento dos níveis dessas substâncias faz a intoxicação chegar ao cérebro.
Por isso, especialistas dizem que o diagnóstico precoce é fundamental para se evitar que uma criança possa ter seu quadro autístico agravado. O tratamento inclui evitar que o autista tenha contato com qualquer elemento – incluindo alimentos – que possa aumentar os níveis de metais pesados no organismo. No Brasil, geralmente os pacientes só são diagnosticadas como autistas depois que a síndrome já atingiu um nível mais grave, quando o grau de intoxicação já é extremamente alto.
Como o autista também apresenta grave intolerância ao glúteo e à caseína - devido a complicações na flora intestinal - a tendência é que aqueles sem diagnóstico e tratamento apresentem reacções com a simples ingestão de itens básicos como biscoitos, refrigerantes, alimentos com aditivos químicos, remédios e, em alguns casos, até vacinas, já que algumas delas contém metais pesados em sua fórmula.
Sintomas
Um aspecto importante no diagnóstico de autismo é que, aparentemente, todas as crianças nascem normais, e vão adquirindo os sintomas aos poucos, por volta dos 3 anos de idade. Entre as principais características do autismo estão a falta de interação com o mundo exterior – inclusive com os próprios pais - a agressividade, a concentração excessiva em actividades isoladas e repetitivas, e até mesmo a auto agressão. Há inúmeros casos de crianças autistas que batem a própria cabeça, propositalmente, contra as paredes.
Relatos de pais de autistas atestam que, a partir da adoção de uma dieta específica, isenta de glúteo e caseína, já há uma grande melhora nos sintomas.
A dentista Josélia Louback, mãe de Arthur, de 7 anos, adota a dieta para seu filho.
"O Arthur melhorou muito depois que adotei a dieta. Mas, infelizmente, o diagnóstico dele foi tardio, e a intoxicação é grande, principalmente por bismuto", diz Josélia.
Assinar:
Postagens (Atom)




